As aventuras de SD, JB e APRO nas "férias" de Natal registadas em vídeo:
Azambuja - Torres Vedras - 22.12.2012
Torres Vedras - Lisboa - 23.12.2012
2013-02-18
2013-02-05
BRM L'Antique 200 - 2 de Fevereiro de 2013
Relatos do SD e TA:
SD:
"214km à L’Antique…
SD:
"214km à L’Antique…
Sábado fiz o meu 3º BRM, o 2º na distância dos 200km mas o 1º à moda antiga.
J
Bom,
e quê é que distingue este BRM dos restantes? A organização deste
Brevet Randonneur Mondial (BRM) programou um percurso afastado do
trânsito automóvel e que
traz “à memória o espírito e as condições que os Randonneurs do início do século XX tinham de superar quando pedalavam para longe”, segundo Pedro Alves, o fundador da associação Randonneurs Portugal.
A prova “L’Antique 200”, em alusão aos tempos em que percorrer 200 quilómetros era uma grande aventura, trouxe aos nossos tempos o espírito e até algum do sofrimento que provavelmente representava pedalar longas distâncias em estradas… menos cuidadas, para sermos simpáticos.
A prova “L’Antique 200”, em alusão aos tempos em que percorrer 200 quilómetros era uma grande aventura, trouxe aos nossos tempos o espírito e até algum do sofrimento que provavelmente representava pedalar longas distâncias em estradas… menos cuidadas, para sermos simpáticos.
Com
partida às 08:00, cada Randonneur tinha 13h30m para completar o
percurso com saída e chegada em Vila Franca de Xira. Com controlos onde
era necessário carimbar
e com algumas gaitinhas para contar e registar também no passaporte,
foi bastante aprazível contudo pedalar por zonas menos povoadas.
Azambuja,
Santarém, Golegã, Vila Nova da Barquinha e Constância, foram apenas
algumas das terras por onde mais de 50 Randonneurs inscritos à partida
se propuseram
a percorrer até atingir o ponto de retorno.
Sempre
acompanhado dos meus amigos JB e TA, encontrámos neste BRM piso com bom
alcatrão, mau alcatrão, muito mau alcatrão e até… sem alcatrão! Ah e um
empedrado
terrível. Odeio empedrado, pelo menos se estiver de fininha. J Até o troço de 1,5km de terra batida se fez melhor que o empedrado!
Já vos disse que detesto empedrado?! J
Contámos
candeeiros, registámos o nome de um café, de um quiosque e almoçámos
uma reconfortante sopa acompanhada de uma bifana e 1,5lt de, claro,
Coca-Cola (1,5lt
a dividir por 3, ok?!) numa esplanada ao sol sobre o rio Tejo/Zêzere.
Claro, com estas condições, permanecemos por ali cerca de 1 hora mas
estávamos conscientes que terminaríamos dentro do tempo. Bom, uns mais
conscientes que outros, pois havia até quem pensasse
ainda conseguir ir lanchar ao Coimbrão…
De
estômago aconchegado, lá prosseguimos, agora pela margem sul. Chamusca,
Alpiarça, Benfica do Ribatejo, Muge e Porto de Muge pela ponte
centenária Rainha D. Amélia,
foram alguns dos locais percorridos no regresso a Vila Franca de Xira.
A
apimentar um pouco ainda mais as dificuldades por vezes sentidas no mau
piso, saliento ainda a desagradável companhia do vento que embora não
sendo muito forte,
foi… lixado por vezes. J
Não
sei se já vos disse mas eu odeio empedrado. Eu e o material mais
sensível, mais rasca, mais fraquinho, de inferior qualidade mesmo! Que o
diga o raio da bicicleta
do JB. Literalmente, o “raio”! A determinada altura ouviu-se
‘plinnnnn…’ e imediatamente mandei encostar o artista da Giant para ver o
que se passava e para nosso espanto, tinha-se partido um raio, no raio
da roda do raio da bicicleta do raio do dono!
J
Com recurso ao canivete suíço, desapertei o resto e removemos o raio da
roda (não, essa ficou, foi só mesmo o raio que tirámos!)
e assim o nosso companheiro lá prosseguiu mais leve a sua peregrinação.
Felizmente a roda não desalinhou. Esta, porque outra roda que
desalinhou foi a do nosso amigo TA, pois “TÁ” claro! Mas aqui foi um
simples furo, ou o jovem não furasse cada vez que põe
a roda na estrada. O curioso foi que se tratou de uma micro-cagagéssima
pedrinha!!! Curiosa também foi a sua reparação. Numa primeira tentativa
para evitar trocar a câmara, dei ao Tiago uma daquelas latas maravilha
anti-furo. Até aqui, tudo “jóia”, o problema
foi que quando a lata estava quase no fim, a roda começou a vomitar
(literalmente!) espuma de barbear (jovem, quando cheguei a casa tinha um
bocado preso na sobrancelha que entretanto endureceu!) pelo metal que,
também não entendo porquê, tem uns furinhos!!
Que coisa estranha! Nem parece uma Specialized – bom, de facto a roda
não é!! Mas a coisa não ficou por aqui pois após trocar a câmara, nem a
bomba do TA nem a do JB tinham alcance para um pipo ‘Presta’ que de
facto não presta(va) para nada. Lá tive eu de
sacar de uma bomba como deve ser (foi a estreia de uma, confesso que
também fiquei apreensivo) mas evitámos ter de deixar o TA para trás a
soprar no pipo…
Lá
prosseguimos juntos, vendo a luz do sol desaparecer enquanto ligávamos
os nossos caga-lumes. Desde Alpiarça que tivemos a companhia acrescida
de mais um randonneur
e que só o foco dele iluminava mais que os nossos 3 juntos, pelo que
foi uma boa companhia até ao final. Curiosamente, ainda a semana
anterior tinha estado a micar aqueles focos de led e foi como que um
test-drive para o que irei comprar em breve. 1000 lumens
com led cree é brutal!!
A chegada a Vila Franca de Xira, fez-se já de noite, eram 19:45.
Foram
11h45m de BRM para 8h58m a pedalar, o que representou um total de 2h45
de paragens. Excessivas, é um facto mas controladas, algumas necessárias
e outras muito
aprazíveis.
Pessoalmente percorri 214,37km, a uma média de 23,8km/h, com alguns pouquinhos enganos à mistura.
J
No
final, posso congratular-me por nunca ter percorrido tamanha distância
com o corpinho tão bem tratado, apesar do piso muito irregular. Foi a
estreia da ‘nova’
máquina nestas distâncias e está aprovadíssima!
Venha o próximo BRM, já no mês que vem e com ele, mais companhia para mais uma participação Just4Fun."
TA:
"E
afinal surgiu mais um risonho – quer dizer, no final era mais um esgar
de sofrimento do que um sorriso – no BRM200 L’Antique! Foi mesmo uma
sova à antiga
em que a menor das dores terá vindo dos 2km de terra.
O meu pensamento principal antes da prova (ou provação) era tal qual um Alcoólico Anónimo “já não pedalo à 2 meses e 2 dias”.
Às
8.05h, depois do JB ter adicionado pela 3ª vez o impermeável à sua
indumentária, partimos para um percurso que a Organização indicava
percorrer todo
o tipo de pisos: estradas nacionais, estradas municipais (a maioria
até em bom estado mas quando tinha buraco…), caminhos agrícolas
asfaltados (qb), pavé (uuuuuuiiii, o meu… tudo) e até estrada de terra
batida (depois de tudo o resto foi pra meninos). Ao
todo eram 55 bravos que causaram alguma apreensão aos elementos
organizadores dada a dimensão do pelotão.
Ao
contrário dos outros BRM que têm VF Xira como Quartel General, o
percurso levou-nos a experimentar a margem norte do Tejo: Carregado,
Azambuja, Porto
de Muge (onde tínhamos de atravessar um extenso pavé) e a ascenção a
Santarém onde se encontrava o 3º posto de controlo e onde fizemos uma
pausa para abastecer de açucares, cafeína e o que mais nos ajudasse.
Felizmente a chuva que caiu foi muito pouca mas
o vento, quase sempre de frente, não permitia médias mais elevadas. Até
este momento apenas havia a registar a corrente que tinha saltado da
minha montada.
A
saída de Santarém dá-se por uma descida em pavé que me deixou e ao SD
meios abananados pois erradamente seguimos por uma subida (e
‘alimentados’ pela
indicação de um velhote que nos disse de passagem que os nossos colegas
já iam muita lá para a frente…) em vez de atravessar a linha de
comboio, uma constante neste BRM. Felizmente o SD tinha o percurso GPS
carregado e o erro apenas gerou um desvio de 1,5km.
Continuamos a deslocação rumo à Quinta da Cardiga onde desta vez o SD e
o JB, entretidos na conversa, quase falhavam o desvio. Após o Controlo
(com recurso a pergunta), fazemos os 2km de terra batida, bastante mais
confortáveis que uma boa parte do percurso
dito asfaltado, em direcção à vila de Constância (felizmente mudou o
nome, anteriormente era conhecida como Punhete!), recorrendo muitas
vezes a percursos usados no BRM existente o ano passado e com partida de
Santarém. Depois de mais uma passagem sobre o
pavé em direcção ao Centro Histórico da terra que deu residência a
Luís de Camões, carimbámos mais um Controlo e sentámo-nos numa esplanada
virada para o Tejo para repor energias. Metade do percurso estava feito
e eu já dava alguns sinais de cansaço.
Quase
uma hora depois, arrancamos para refazer o pavé, agora a subir, pela
N118 na margem Sul do Tejo num sobe e desce que o vento ajudava a
transpor.
Mais uma fuga da nacional para caminhos menos próprios, desviando-nos
do Vale dos Cavalos e dirigindo-nos a Alpiarça em que quase falhávamos o
posto de Controlo. O GPS é muito útil mas as indicações em papel também
J
Nesta altura não me sentia com grande disponibilidade para acompanhar a
pedalada do SD e JB
e disse para irem andando. Recusaram-se a ir sem mim (sorte malvada
eheh) e juntou-se um 4º elemento, o Nuno. Seguiu-se Almeirim onde o BRM
de Santarém cortava para o final, nós seguiríamos para Sul para cruzar o
rio em Muge, não sem que eu não tivesse o meu
furo da praxe (atrás para chatear ainda mais). Para não perdermos
tempo, o SD sugeriu usar o spray que… nos fez relembrar o Natal: não sei
bem porquê a jante tem dois furinhos (será para escoar água?) por onde
saiu a espuma toda. Não tendo funcionado, lá trocámos
a câmara de ar. Só à terceira bomba é que conseguimos encher o pneu
(parece que consigo sempre acertar em material não standard: desta vez o
pipo era curto LOL). Para atravessar o rio usámos a ponde Rainha Dona
Amélia, uma ponte com sentido reversível mas
com bermas para permitir a passagem de peões e bicicletas (por sinal,
em muito mau pois o corrimão estava todo torcido reduzindo o espaço de
passagem).
A
partir daqui o percurso era idêntico ao inicial, pelo que já de luzes
acesas, passámos pelo empedrado de Muge e onde temos novo problema
técnico: o JB
parte um raio da roda traseira. Seguimos o restante trajecto já de
noite e eu arrastava-me para conseguir manter-me com eles. Passávamos
então no sentido inverso, Vila Nova da Rainha, Azambuja (paregem para a
última barrinha), Carregado (em que fugíamos de
novo às vias principais) para volver à EN1 e subir até ao Pavilhão após
quase 12 horas desde a partida (seguramente duas horas a mais que os
meus companheiros faria se não me levassem às costas).
Como
dizia no Sábado, nesse dia no meu pensamento apenas tinha a ideia de
NÃO ir ao BRM300. Dois dias depois já estou repensar a coisa, pode ser
que consiga
rolar qualquer coisa neste mês.
Muito obrigado ao SD e ao JB por partilharem as vossas rodas."
Travessia Natalícia - 22 e 23 de Dezembro de 2012
Relato do SD:
"Como previsto, juntei-me aos já 2 habituais companheiros destas andanças e partimos para a Travessia Natalícia Just4Fun 2012.
J
Estava planeado irmos de comboio
até à Azambuja e como todo o bom planeamento… correu conforme o
esperado. Às 7:43 de sábado, eu e o Pedro Roque (Velocipédia)
embarcávamos em Sete Rios, depois de termos vindo a pedalar
cada um de sua casa. Duas estações depois, Roma-Areeeiro, era a vez do
amigo João Bronze se juntar a nós.
Uma hora depois, chegámos à estação da Azambuja onde demos início ao traçado que nos levaria nesse dia até Torres Vedras.
Sob uma temperatura amena e com
ausência de chuva, apesar do tempo algo cinzento, rapidamente
abandonámos o asfalto para… experimentar a lama da lezíria da Azambuja.
Para quem se lembra do caminho do peregrino que nos
levou já a Fátima, lembra-se de uns estradões de bom piso. Pois bem,
estes estavam agora transformados em vastos lamaçais. Rapidamente
passámos de imaculados com as nossas bicicletas e alforges para,
digamos, todos cagados!
Felizmente, o terreno mais
enlameado encontrava-se no início do percurso, o que não deixou de
causar alguma apreensão pois não sabíamos o que iriamos ainda encontrar.
Instantes depois, fazíamos uma habitual paragem junto
a um café, onde além de comer, se tirou também alguma lama de cima dos
desviadores e se efetuou o primeiro post no facebook…
A partir daqui, o terreno foi
melhorando e a travessia decorreu com toda a normalidade. Voltámos a
parar em Aveiras de Cima, onde além de umas fotos carregadas para o
ciberespaço, utilizámos também a hotelaria local para
forrar os nossos estômagos.
Pela frente, teríamos a Serra de
Montejunto como maior dificuldade do dia e rapidamente chegámos até ela.
Com vontade e algum esforço, chegámos perto dos 500m de altitude onde
parámos num miradouro para fazer algumas fotografias.
Até Torres Vedras, tínhamos agora alguma descida em alcatrão, vencida a boa velocidade como mandam as regras…
A chegada a Torres foi feita por um engraçado
single-track e seguidamente, pedalámos através da estação de
comboios para encontrar a Carolina que nos esperava do outro lado. Eram
16h e era o fim do primeiro dia desta travessia. Comemos qualquer coisa
no café/bar da estação e despedimo-nos do João
Bronze no posto de lavagem, após termos devolvido ao nosso equipamento o
brilho merecido.
Com o material lavado, segui com o
Pedro Roque para a Residencial dos Arcos, onde guardámos as bicicletas
na garagem e nos instalámos confortavelmente no quarto. Banho tomado,
esqueleto esticado e descansado sobre a cama
e saímos para jantar qualquer coisa. Sem muito para fazer, preparámos o
dia seguinte e démos em seguida algum descanso ao corpo.
A partir daqui, a travessia decorria a 4 rodas, mas a 2 bicicletas…
Às 8:30 do dia seguinte,
sentávamo-nos para tomar o pequeno-almoço na Residencial. Pouco passava
das 9h quando nos fizemos ao caminho, não sem antes irmos comer um
típico pastel de feijão desta bela localidade, onde aproveitei
também para comprar uma caixinha deles pois há que compensar o pessoal
lá em casa, nesta quadra… ;-) Os primeiros km’s feitos à saída de Torres
Vedras foram feitas por uma ecopista, com bom piso e sem grandes
dificuldades. Como previsto, a temperatura continuava
amena e a chuva continuava arredada, apesar de um céu muito cinzento
por vezes.
Comparativamente com o dia
anterior, as dificuldades sentidas foram maiores, tanto no que toca ao
terreno como à altimetria. Houve mais momentos de lama do que no dia
anterior e houve até quase que um tombo dentro de uma
grande poça. Foi um daqueles momentos de quem vai atrás lamenta não
levar a câmara ligada. Sem qualquer tipo de consequência, a não ser para
um sapato completamente “castanho” e uma mala do alforge parcialmente
molhada, seguimos caminho.
Instantes depois, parávamos para
tomar qualquer coisa num café com um chão imaculado. Isto antes de
entrarmos, claro. A despesas de 2 cafés nem deve ter compensado o
necessário passar de esfregona no chão…
A dificuldade do dia, tardava.
Como tal, aproveitámos para parar num junto ao mercado da Malveira. Na
esplanada, aquecemo-nos com umas excelentes sopas “saloias”, servidas
numas grandes tijelas. Que bem que souberam estas
sopinhas. As sopas e os pregos que se lhes seguiram! De estômagos
forrados, montámos nas burras para percorrer 10 metros, a distância
necessária até pararmos na fábrica de trouxas, outra iguaria que viajou
numa segunda caixa nos meus alforges diretamente para
a mesa de Natal lá de casa…
Os momentos que se seguiram,
permitiram-nos rolar ao mesmo tempo que acamávamos o que ía no estômago,
pois o Cabeço de Montachique estava perto. Estava perto e rapidamente
chegou e empinou de tal maneira que a última subida
já não era compatível com os alforges (ou não seria compatível com a
perna?). Vencida esta última dificuldade do dia, havia que descer no
meio de algum nevoeiro.
Atravessámos Loures e seguimos
até Sacavém por caminhos não asfaltamos mas não muito mal tratados.
Daqui, seguimos para a Expo e daí, apanhámos as ciclovias que nos
conduziram até Benfica onde nos separámos. Não conhecia
toda este caminho de ciclovias mas fiquei bem impressionado, pois o
mesmo já nos permite atravessar Lisboa de uma ponta a outra.
De Benfica, segui a pedalar para casa, onde cheguei às 17h.
Em jeito de resumo, foi um grande
fim-de-semana, passado em boa companhia a percorrer trilhos
desconhecidos. O tempo ameno e sem chuva ajudou e a lama deu algum
colorido a esta época festiva.
J
Venham mais iguais a estas…
Sábado, 91,5Km com 1423m acumulado.
Domingo, 93km com 1592m acumulado."
Skyroad Granfondo - Outubro 2012
Relato do JB:
"Estava bastante entusiasmado com este evento SkyRoad, uma vez que ia
pedalar por zonas que não conhecia e por ser também um evento que
decorria em estrada. Aproveitei para levar a máquina fotográfica e tirei
umas fotos que podem ver no FB.
A viagem iniciou-se na sexta em direcção ao Coimbrão, onde descansámos umas horas, pois o despertador tocou às 5.15.
A bike Giant e a "S" do Sérgio já estavam dentro da carrinha e por isso era só arrancar, mas não foi bem assim. A carrinha estava "morta" e tivemos de ligar uns cabos para ver se ela ganhava vida...E ganhou e assim lá fomos até à padaria mais próxima (a do meu pai) para levarmos uns pães quentes para a Lousã.
A viagem foi rápida e às 7.20 já estávamos a levantar os dorsais e os sacos com as ofertas. A caminho do secretariado, reparámos que estava um calor estranho e ambos começámos a bater o dente.
Quando a buzina soou estávamos nós a ir para a grelha de partida, mas isso não foi problema, pois passados uns minutos já estávamos no pelotão. Os primeiros kms foram feitos sempre a subir e de repente passam os "meninos" da equipa profissional do Tavira num ritmo supersónico que até abanámos.
A subida deu para aquecer bem e por volta do 30 km tínhamos o primeiro abastecimento. Parámos, bebemos e comemos qualquer coisa ao som de uns tambores característicos daquela zona mas como era uma zona ventosa tivemos de ir rapidamente para a estrada para aquecer. E aquecemos, mas de repente sentimos um ventinho que ao virar certas curvas ficava forte e fresco. Reparei que já estávamos a pedalar acima dos 800 metros e as antenas que se avistavam a rodar a grande velocidade queria dizer isso mesmo. A paisagem era espetacular, o sol era uma constante, de vez em quando aparecia o nevoeiro que dava um ar especial a certas partes do percurso.
Continuámos a subir, estradas com óptimo piso, carros nem vê-los (excepto os da organização), mas víamos motas. Estas motas, umas da organização outras da BT GNR acompanhavam-nos ao longo da subida. Aproveitei para meter conversa com um motard da GNR e perguntei-lhe se queria trocar, mas ele só concordou fazer essa troca no final da subida. Esperei por ele no final da subida mas ele não estava lá :))))
Depois de uma subida, há uma descida e neste caso que descida...era a descida para a barragem de Santa Luzia. Umas curvas que mais pareciam rectas e um belo lago iam prendendo a nossa vista. Aproveitei para consultar as minhas notas e verifiquei que se estava a aproximar um muro. Ah pois é, toca a subir quase 2km com uma inclinação média de quase 12%. Nesta subida estavam muitos ciclistas e fui ultrapassando alguns sempre com o SD por perto. Tínhamos feito 60km e o corpo estava a reagir bem ao desgaste e lá continuámos serra acima em direcção à Pampilhosa da Serra onde chegámos com 75km nas pernas.
Chegámos à Pampilhosa, mais um abastecimento com muita variedade de comida. Tentei não ficar ali muito tempo, pois estas paragens dão cabo de mim. Consultei novamente as minhas notas e verifiquei que tinhamos de enfrentar uma subida de 5,3km a 6,7% de inclinação média e pensei "tá-se bem!". Pedalámos aí uns 200 metros e de repente paralelo e depois sem avisarem "zás" uma parede com alguns metros com 20%. Fiquei todo baralhado e até os bolos vieram ao cérebro...esta não estava nas minhas notas. O SD já devia estar avisado, pois ele subiu aquilo com alguma tranquilidade. Entretanto entrámos numa estrada larga lá continuámos no nosso ritmo e até alcançámos um conhecido meu e fomos pondo a conversa em dia. Distraí-me um pouco e o SD estava a ficar ligeiramente para trás. Pensei que ele tivesse comido demais e como íamos a subir, o "lastro" do seu corpo estava a fazer com que ele ficasse mais afastado....
Percebi que o SD estava a "quebrar" e então fiquei com ele. Apesar de se ter alimentado o corpo não estava a reagir (cá para mim o problema era da "S" lol). Chateou-me para eu ir ao meu ritmo, mas ao contrário do que ele pediu fiquei com ele. SD, não és mais chato do que eu :)))))))))))
Estava a ficar calor, a pedalar numa estrada nacional, grandes rectas, carros poucos ou nenhuns e eis que vê-mos a placa dessa especial localidade de Picha, isto queria dizer que já tínhamos nas pernas (e no resto do corpo também) 100 km e que da Picha até à Lousã era "quase" um tiro. Mas para chegar à Picha tivemos alguns obstáculos que foram a inclinação da entrada na aldeia e o seu piso em paralelo. Lá conseguimos chegar e tivemos de parar na Picha, pois havia abastecimento....
Depois do abastecimento, 200 metros a seguir uma placa a indicar outra bela localidade com o nome de Venda da Gaita....muito bom!
A seguir à Picha fomos em direcção a Castanheira de Pera. Tínhamos de pedalar cerca de 10km a 3.5% de média por uma estrada estreita, no meio de pinhal onde oxigenámos os pulmões.
Chegámos a Castanheira de Pera e mais um abastecimento. O SD aproveitou para provar de quase tudo um pouco e eu também lol.
Estávamos com cerca de 120km nas pernas e só tínhamos de vencer esta ultima subida e que subida...aqui a organização brindou-nos com umas placas de informação dos kms que faltavam até ao final da subida e a sua inclinação média. A estrada era fantástica e como íamos a subir dava para observar a fabulosa paisagem. Ao virar de uma curva reparo novamente numas eólicas, olhei para o GPS e verifiquei que estava novamente perto dos 1000 metros. Que espectáculo!!!
A subida acaba e o SD já estava novamente com a energia toda e lá fomos em direcção à Lousã. Foram 20 km sempre, mas sempre a descer. A organização disponibilizou os locais onde devíamos ter atenção por serem perigosos e ao longo destes 20km estavam assinalados alguns, como por exemplo, curvas bastante fechadas, piso irregular, folhas nas estradas, trânsito em sentido contrário e já perto do final umas lombas...
Eu e a minha GIANT aproveitámos esta longa descida para queimar as ultimas energias e para desfrutar da paisagem, da adrenalina e da enorme satisfação de termos tido um dia FANTÁSTICO!
Lá cortei a meta com 07h 04 e pouco tempo depois lá vinha o SD, com uma cara de enorme satisfação.
A organização foi espectacular. Ao longo do percurso fomos tendo sempre a companhia das motas da organização, os abastecimentos não sofriam da chamada "politica de austeridade", nos cruzamentos, nas descidas, nas zonas perigosas tudo muito bem sinalizado com pessoas a avisarem-nos através de bandeiras, tivémos direito a música, a incentivos por parte das populações e tivémos um amigo especial que se chama São Pedro que proporcionou um dia espectacular de outono.
Como o SD já disse na sua crónica e até tínhamos comentado isso durante o evento do GrandFondo, temos de voltar um dia destes com a malta dos Just4Fun. Temos os tracks, por isso é só marcar na agenda. Acreditem, que vale mesmo a pena!!!!
Obrigado SD pela companhia e para o ano estamos lá quer tu queiras ou não :)))))
Um abraço
JB & GIANT
Aqui vai o resumo do dia:
A viagem iniciou-se na sexta em direcção ao Coimbrão, onde descansámos umas horas, pois o despertador tocou às 5.15.
A bike Giant e a "S" do Sérgio já estavam dentro da carrinha e por isso era só arrancar, mas não foi bem assim. A carrinha estava "morta" e tivemos de ligar uns cabos para ver se ela ganhava vida...E ganhou e assim lá fomos até à padaria mais próxima (a do meu pai) para levarmos uns pães quentes para a Lousã.
A viagem foi rápida e às 7.20 já estávamos a levantar os dorsais e os sacos com as ofertas. A caminho do secretariado, reparámos que estava um calor estranho e ambos começámos a bater o dente.
Quando a buzina soou estávamos nós a ir para a grelha de partida, mas isso não foi problema, pois passados uns minutos já estávamos no pelotão. Os primeiros kms foram feitos sempre a subir e de repente passam os "meninos" da equipa profissional do Tavira num ritmo supersónico que até abanámos.
A subida deu para aquecer bem e por volta do 30 km tínhamos o primeiro abastecimento. Parámos, bebemos e comemos qualquer coisa ao som de uns tambores característicos daquela zona mas como era uma zona ventosa tivemos de ir rapidamente para a estrada para aquecer. E aquecemos, mas de repente sentimos um ventinho que ao virar certas curvas ficava forte e fresco. Reparei que já estávamos a pedalar acima dos 800 metros e as antenas que se avistavam a rodar a grande velocidade queria dizer isso mesmo. A paisagem era espetacular, o sol era uma constante, de vez em quando aparecia o nevoeiro que dava um ar especial a certas partes do percurso.
Continuámos a subir, estradas com óptimo piso, carros nem vê-los (excepto os da organização), mas víamos motas. Estas motas, umas da organização outras da BT GNR acompanhavam-nos ao longo da subida. Aproveitei para meter conversa com um motard da GNR e perguntei-lhe se queria trocar, mas ele só concordou fazer essa troca no final da subida. Esperei por ele no final da subida mas ele não estava lá :))))
Depois de uma subida, há uma descida e neste caso que descida...era a descida para a barragem de Santa Luzia. Umas curvas que mais pareciam rectas e um belo lago iam prendendo a nossa vista. Aproveitei para consultar as minhas notas e verifiquei que se estava a aproximar um muro. Ah pois é, toca a subir quase 2km com uma inclinação média de quase 12%. Nesta subida estavam muitos ciclistas e fui ultrapassando alguns sempre com o SD por perto. Tínhamos feito 60km e o corpo estava a reagir bem ao desgaste e lá continuámos serra acima em direcção à Pampilhosa da Serra onde chegámos com 75km nas pernas.
Chegámos à Pampilhosa, mais um abastecimento com muita variedade de comida. Tentei não ficar ali muito tempo, pois estas paragens dão cabo de mim. Consultei novamente as minhas notas e verifiquei que tinhamos de enfrentar uma subida de 5,3km a 6,7% de inclinação média e pensei "tá-se bem!". Pedalámos aí uns 200 metros e de repente paralelo e depois sem avisarem "zás" uma parede com alguns metros com 20%. Fiquei todo baralhado e até os bolos vieram ao cérebro...esta não estava nas minhas notas. O SD já devia estar avisado, pois ele subiu aquilo com alguma tranquilidade. Entretanto entrámos numa estrada larga lá continuámos no nosso ritmo e até alcançámos um conhecido meu e fomos pondo a conversa em dia. Distraí-me um pouco e o SD estava a ficar ligeiramente para trás. Pensei que ele tivesse comido demais e como íamos a subir, o "lastro" do seu corpo estava a fazer com que ele ficasse mais afastado....
Percebi que o SD estava a "quebrar" e então fiquei com ele. Apesar de se ter alimentado o corpo não estava a reagir (cá para mim o problema era da "S" lol). Chateou-me para eu ir ao meu ritmo, mas ao contrário do que ele pediu fiquei com ele. SD, não és mais chato do que eu :)))))))))))
Estava a ficar calor, a pedalar numa estrada nacional, grandes rectas, carros poucos ou nenhuns e eis que vê-mos a placa dessa especial localidade de Picha, isto queria dizer que já tínhamos nas pernas (e no resto do corpo também) 100 km e que da Picha até à Lousã era "quase" um tiro. Mas para chegar à Picha tivemos alguns obstáculos que foram a inclinação da entrada na aldeia e o seu piso em paralelo. Lá conseguimos chegar e tivemos de parar na Picha, pois havia abastecimento....
Depois do abastecimento, 200 metros a seguir uma placa a indicar outra bela localidade com o nome de Venda da Gaita....muito bom!
A seguir à Picha fomos em direcção a Castanheira de Pera. Tínhamos de pedalar cerca de 10km a 3.5% de média por uma estrada estreita, no meio de pinhal onde oxigenámos os pulmões.
Chegámos a Castanheira de Pera e mais um abastecimento. O SD aproveitou para provar de quase tudo um pouco e eu também lol.
Estávamos com cerca de 120km nas pernas e só tínhamos de vencer esta ultima subida e que subida...aqui a organização brindou-nos com umas placas de informação dos kms que faltavam até ao final da subida e a sua inclinação média. A estrada era fantástica e como íamos a subir dava para observar a fabulosa paisagem. Ao virar de uma curva reparo novamente numas eólicas, olhei para o GPS e verifiquei que estava novamente perto dos 1000 metros. Que espectáculo!!!
A subida acaba e o SD já estava novamente com a energia toda e lá fomos em direcção à Lousã. Foram 20 km sempre, mas sempre a descer. A organização disponibilizou os locais onde devíamos ter atenção por serem perigosos e ao longo destes 20km estavam assinalados alguns, como por exemplo, curvas bastante fechadas, piso irregular, folhas nas estradas, trânsito em sentido contrário e já perto do final umas lombas...
Eu e a minha GIANT aproveitámos esta longa descida para queimar as ultimas energias e para desfrutar da paisagem, da adrenalina e da enorme satisfação de termos tido um dia FANTÁSTICO!
Lá cortei a meta com 07h 04 e pouco tempo depois lá vinha o SD, com uma cara de enorme satisfação.
A organização foi espectacular. Ao longo do percurso fomos tendo sempre a companhia das motas da organização, os abastecimentos não sofriam da chamada "politica de austeridade", nos cruzamentos, nas descidas, nas zonas perigosas tudo muito bem sinalizado com pessoas a avisarem-nos através de bandeiras, tivémos direito a música, a incentivos por parte das populações e tivémos um amigo especial que se chama São Pedro que proporcionou um dia espectacular de outono.
Como o SD já disse na sua crónica e até tínhamos comentado isso durante o evento do GrandFondo, temos de voltar um dia destes com a malta dos Just4Fun. Temos os tracks, por isso é só marcar na agenda. Acreditem, que vale mesmo a pena!!!!
Obrigado SD pela companhia e para o ano estamos lá quer tu queiras ou não :)))))
Um abraço
JB & GIANT
Aqui vai o resumo do dia:
|
Distância:
|
154,78km
|
|
Veloc. Média:
|
20,9 km/h
|
|
Ganho de elevação:
|
3.207 m
|
|
Tempo:
|
7:23:43
|
|
Tempo Movimt.:
|
6:42:36
|
|
Elapsed Time:
|
7:23:43
|
|
Veloc. Média:
|
20,9 km/h
|
|
Avg Moving Speed:
|
23,1 km/h
|
|
Veloc. Máxima:
|
79,7 km/h
|
Elevação
|
Ganho de elevação:
|
3.207 m
|
|
Perda de elevação:
|
3.148 m
|
|
Elevação mín.:
|
128 m
|
|
Elevação máx.:
|
995 m
|
e ganhei também uma ligeira constipação que o GPS não registou :)))))"
2012-10-17
BRM Pavia200 - 13 de Outubro de 2012
Mini relato do PL:
“Depois de quase dois anos desde o último BRM, voltei
a participar num da distância mais pequena, que ligaria Vila Franca de Xira a
Pavia e regressava ao ponto de partida. Estavam previstos 214 km e bom tempo
para a prática da modalidade.
Desde o início fui à boleia num comboio até cerca do
km 75 a médias por volta de 28km/h, mas depois mudou o maquinista e a minha
carruagem ficou para trás. Ainda persisti em acompanhar durante 10 km, mas
felizmente o discernimento bateu forte e deixei-os ir.
Ainda assim, à conta da média inicial acima das minhas
expectativas, cheguei a Pavia bem antes do meio-dia (menos de 4 horas para 103
km).
O regresso foi sempre sozinho durante os quase 120 km
que faltavam e maioritariamente com vento contra (o melhor que se arranjou foi
vento de lado :-p ). Demorei mais de 6H30 no regresso, pelo que cheguei por
volta da 18:30 (15 minutos antes do tempo que tinha planeado), apesar de ter
registado no total 219 km, em vez dos 200 anunciados e dos 214 do Roadbook.
Foi um dia de dois records:
- máximo tempo e quilometragem sem parar (Vila Franca
até Pavia: one shot);
- maior distância percorrida num dia (219 km).
Para o ano há mais e haverá também a oportunidade de tentar
as distâncias seguintes, agora que já por duas vezes cumpri BRM’s de 200 km.”
2012-10-16
Skyroad Granfondo - Lousã, 13 de Outubro de 2012
Relato do
SD da participação da equipa JB/SD:
"Foi espetacular o Granfondo da Lousã, Aldeias do Xisto!
Quando chegámos à zona da partida, já a buzina tinha soado mas, com calma, ainda integrámos o pelotão e passámos o primeiro controlo apenas 2 minutos depois. O atraso não se deveu a nada em especial, apesar de às 6.00 ainda termos estado a fazer uma ligação com cabos de bateria para pôr um carro a trabalhar.
Arrancámos com muito frio e eu, em particular, só com a jersey J4F de manga comprida no pelo, senti bem a aragem fresca da Lousã. Apesar de ter o corta-vento no camelback, não quis parar para o vestir porque sabia que iriamos começar a subir não tardava nada e depois o calor instalava-se.
Cedo começámos a acumular altimetria. A subida era suave, estávamos em pelotão e a estrada era nossa. Íamos ultrapassando e íamos sendo ultrapassados por autênticos comboios de profissionais. Esta foi uma corrida cheia de nomes sonantes que terminou com a vitória do José Silva no Granfondo (150km) e do Vitor Gamito a cortar a meta em simultâneo com o Bruno Pais no Mediofondo (98km).
A organização Ultra-Spirit em conjunto com o Montanha Clube, esteve exemplar. Apesar de as estrada não terem sido cortadas, havia GNR’s por todo o lado. A organização tinha também um vasto conjunto de motas de apoio que nos acompanharam ao longo de toda a distância, transportando algumas delas médicos e camerman’s. Além de motas havia também carros decorados a circular que quase nos faziam pensar que estaríamos numa Volta qualquer. Abastecimentos de qualidade! Sem dar garrafas aos atletas, havia sempre inúmeros copos disponíveis com água, sumo, cola e até Goldnutrition (último abastecimento). Havia também fruta partida, sandes, bolos e cubos de marmelada e barritas da Goldnutrution (último abastecimento). Em alguns abastecimentos e até no topo de uma íngreme subida, tínhamos sempre um grupo a tocar para nós, ora com acordeão, ora com tambores. Ambiente fantástico o que se fazia sentir. Havia também apoio mecânico prestado pela Trek.
A altimetria máxima nunca passou os mil metros, mas fomos lá algumas vezes. Numa das subidas em que o JB metia conversa (para variar!) desta vez com um GNR, este já oferecia a sua mota trocando um bocadinho de cavalo. Soubemos então que o simpático agente faz BTT e falou-nos dos bons trilhos da zona.
Após a Pampilhosa da Serra onde ataquei uns saborosos bolinhos de pastelaria que me souberam maravilhosamente, deparámo-nos com uma subida em empedrado que não esperávamos. Subida bastante íngreme mas, felizmente, não demasiado extensa, sempre feita a cavalo nela, como deve ser. Após este esforço, enfrentámos uma subida de 5km que apesar de não ser nada de especial, foi nela que quebrei. Deveríamos estar com cerca de 75km percorridos. Naquele momento, seguia com o JB e tínhamos alcançado um conhecido seu. Aproveitando o facto de irem os dois a conversar, fiquei um pouco para trás tentando gerir. O JB acabou por o deixar ir e seguiu sempre comigo, apesar de eu insistir no contrário. Obrigado amigo!! Segui uns valentes km’s com uma sensação de fraqueza, apesar de, na minha opinião, me manter hidratado e alimentado.
Pela frente e até ao fim, restava ainda uma subida de 13 ou 14 km’s, assinalada pela organização com indicação de quilómetro a quilómetro e com informação da pendente média da subida. Antes deste momento, mais um excelente abastecimento, desta feita o da Goldnutritition. Após 2 copos de bebida, 1 cubo de marmelada e meia banana, arranco e comecei aos poucos a sentir que voltava novamente a mandar nas minhas pernas. Iniciávamos agora a longa subida, serpenteando pela serra com uma temperatura muito agradável e uma luz excelente. Quilómetro após quilómetro, sempre em conversa, fomos vencendo todas as inclinações. Estávamos, novamente, perto dos mil metros e até ao fim faltavam 20km e… todos, todos eles a descer! Foi uma descida alucinante como devem imaginar. O piso aqui estava um pouco mais degradado do que o restante tapete que apanhámos que, diga-se de passagem, era excelente. Mesmo este alcatrão não era nada nada mau… nas curvas de maior perigosidade havia sempre sinalética de perigo, ora via sinal ora via um elemento da organização com uma bandeirinha em riste. Dez quilómetros depois de iniciar a descida, tive de parar para vestir o corta-vento pois com a deslocação de ar o frio era tanto que já nem sentia o peito. A velocidade máxima em todo o percurso foi de 78,6km/h. Bati o meu recorde e olhem que não me esforcei para lá chegar…
Até ao fim, foi mais do mesmo e cortei a meta em 435º (de 519º finalistas) com um tempo de chip de 07:08:38.
No meu ciclo-contador foram 154,82km com 6:48:01 a andar a uma média de 22,70km/h e com um pico máximo de 78,6km/h. A altimetria acumulada fora de 2800m+.
Hei-de voltar a percorrer este asfalto, seja num evento da Ultra-Spirit seja num Just4Fun. Talvez até mais neste e se houver companhia, tanto melhor.
Para fechar, falta-me dizer que o NC também esteve presente e quase que íamos tendo um elemento Just4Fun no pódio (apesar de ele envergar a camisola dos Mumu da Talega). A organização até o contactou para o informar que ficara em 2º lugar e que tinha a televisão à sua espera para uma entrevista! :-) Acontece que o Nuno se tinha inscrito no Granfondo e acabou por fazer o Mediofondo e o seu tempo dava-lhe o segundo lugar na prova grande. Mesmo assim o José Silva já tinha chegado!!!
Foi um Skyroad para recordar."
"Foi espetacular o Granfondo da Lousã, Aldeias do Xisto!
Quando chegámos à zona da partida, já a buzina tinha soado mas, com calma, ainda integrámos o pelotão e passámos o primeiro controlo apenas 2 minutos depois. O atraso não se deveu a nada em especial, apesar de às 6.00 ainda termos estado a fazer uma ligação com cabos de bateria para pôr um carro a trabalhar.
Arrancámos com muito frio e eu, em particular, só com a jersey J4F de manga comprida no pelo, senti bem a aragem fresca da Lousã. Apesar de ter o corta-vento no camelback, não quis parar para o vestir porque sabia que iriamos começar a subir não tardava nada e depois o calor instalava-se.
Cedo começámos a acumular altimetria. A subida era suave, estávamos em pelotão e a estrada era nossa. Íamos ultrapassando e íamos sendo ultrapassados por autênticos comboios de profissionais. Esta foi uma corrida cheia de nomes sonantes que terminou com a vitória do José Silva no Granfondo (150km) e do Vitor Gamito a cortar a meta em simultâneo com o Bruno Pais no Mediofondo (98km).
A organização Ultra-Spirit em conjunto com o Montanha Clube, esteve exemplar. Apesar de as estrada não terem sido cortadas, havia GNR’s por todo o lado. A organização tinha também um vasto conjunto de motas de apoio que nos acompanharam ao longo de toda a distância, transportando algumas delas médicos e camerman’s. Além de motas havia também carros decorados a circular que quase nos faziam pensar que estaríamos numa Volta qualquer. Abastecimentos de qualidade! Sem dar garrafas aos atletas, havia sempre inúmeros copos disponíveis com água, sumo, cola e até Goldnutrition (último abastecimento). Havia também fruta partida, sandes, bolos e cubos de marmelada e barritas da Goldnutrution (último abastecimento). Em alguns abastecimentos e até no topo de uma íngreme subida, tínhamos sempre um grupo a tocar para nós, ora com acordeão, ora com tambores. Ambiente fantástico o que se fazia sentir. Havia também apoio mecânico prestado pela Trek.
A altimetria máxima nunca passou os mil metros, mas fomos lá algumas vezes. Numa das subidas em que o JB metia conversa (para variar!) desta vez com um GNR, este já oferecia a sua mota trocando um bocadinho de cavalo. Soubemos então que o simpático agente faz BTT e falou-nos dos bons trilhos da zona.
Após a Pampilhosa da Serra onde ataquei uns saborosos bolinhos de pastelaria que me souberam maravilhosamente, deparámo-nos com uma subida em empedrado que não esperávamos. Subida bastante íngreme mas, felizmente, não demasiado extensa, sempre feita a cavalo nela, como deve ser. Após este esforço, enfrentámos uma subida de 5km que apesar de não ser nada de especial, foi nela que quebrei. Deveríamos estar com cerca de 75km percorridos. Naquele momento, seguia com o JB e tínhamos alcançado um conhecido seu. Aproveitando o facto de irem os dois a conversar, fiquei um pouco para trás tentando gerir. O JB acabou por o deixar ir e seguiu sempre comigo, apesar de eu insistir no contrário. Obrigado amigo!! Segui uns valentes km’s com uma sensação de fraqueza, apesar de, na minha opinião, me manter hidratado e alimentado.
Pela frente e até ao fim, restava ainda uma subida de 13 ou 14 km’s, assinalada pela organização com indicação de quilómetro a quilómetro e com informação da pendente média da subida. Antes deste momento, mais um excelente abastecimento, desta feita o da Goldnutritition. Após 2 copos de bebida, 1 cubo de marmelada e meia banana, arranco e comecei aos poucos a sentir que voltava novamente a mandar nas minhas pernas. Iniciávamos agora a longa subida, serpenteando pela serra com uma temperatura muito agradável e uma luz excelente. Quilómetro após quilómetro, sempre em conversa, fomos vencendo todas as inclinações. Estávamos, novamente, perto dos mil metros e até ao fim faltavam 20km e… todos, todos eles a descer! Foi uma descida alucinante como devem imaginar. O piso aqui estava um pouco mais degradado do que o restante tapete que apanhámos que, diga-se de passagem, era excelente. Mesmo este alcatrão não era nada nada mau… nas curvas de maior perigosidade havia sempre sinalética de perigo, ora via sinal ora via um elemento da organização com uma bandeirinha em riste. Dez quilómetros depois de iniciar a descida, tive de parar para vestir o corta-vento pois com a deslocação de ar o frio era tanto que já nem sentia o peito. A velocidade máxima em todo o percurso foi de 78,6km/h. Bati o meu recorde e olhem que não me esforcei para lá chegar…
Até ao fim, foi mais do mesmo e cortei a meta em 435º (de 519º finalistas) com um tempo de chip de 07:08:38.
No meu ciclo-contador foram 154,82km com 6:48:01 a andar a uma média de 22,70km/h e com um pico máximo de 78,6km/h. A altimetria acumulada fora de 2800m+.
Hei-de voltar a percorrer este asfalto, seja num evento da Ultra-Spirit seja num Just4Fun. Talvez até mais neste e se houver companhia, tanto melhor.
Para fechar, falta-me dizer que o NC também esteve presente e quase que íamos tendo um elemento Just4Fun no pódio (apesar de ele envergar a camisola dos Mumu da Talega). A organização até o contactou para o informar que ficara em 2º lugar e que tinha a televisão à sua espera para uma entrevista! :-) Acontece que o Nuno se tinha inscrito no Granfondo e acabou por fazer o Mediofondo e o seu tempo dava-lhe o segundo lugar na prova grande. Mesmo assim o José Silva já tinha chegado!!!
Foi um Skyroad para recordar."
Subida à Torre - 22 de Setembro de 2012
Relato do SD:
"O “Assalto à Torre”, foi bem
executado e correu conforme o previsto. Foram 2 anos de meticulosa
preparação para que nada falhasse no dia… :-)
Tínhamos
por objetivo alcançar o ponto mais alto de Portugal continental e, com o
centro de operações nas Penhas da Saúde, delineámos um percurso com uma
extensão de 110Km, o qual foi rigorosamente executado sob a preciosa
contribuição do São Pedro que contribuiu, e muito, para o sucesso desta
operação.
Após
um ligeiro pequeno almoço na Pousada da Juventude, começámos logo a
subir em direção ao centro de limpeza de neves. Foram apenas 2 kms de
ligeiro aquecimento, até apontarmos à longa descida que nos levaria pelo
Vale de Manteigas até aquela bonita localidade. Descida rápida, com uma
estrada ligeiramente aos ‘S’s e onde se ultrapassava com facilidade os
60km/h.
Paragem
para o café matinal antevendo a primeira subida do dia – direção
Gouveia. Subida longa mas bastante aprazível, onde nos teremos cruzado
com um par de carros em toda a sua extensão. Com uma vista de cortar a
respiração, serpenteámos a serra observando rebanhos e aves, enquanto
mantínhamos um ritmo calmo que nos permitiria enfrentar o prémio de
montanha do dia com outros reservas de energia.
Concluída
a primeira ascensão, e antes de apontarmos a Gouveia, tempo para tomar
uma primeira barrita acompanhada da melhor água da serra, na nascente do
Mondeguinho. Com a tradicional boa disposição, rolámos pela serra
ganhando velocidade, cortando curvas e atacando os travões quando o
velocímetro atingia medições de respeito.
Entrámos
como saímos de Gouveia, ou seja, rápido, mesmo após termos
experimentado o empedrado no centro desta cidade serrana. Por estradas
nacionais menos movimentadas, dirigimo-nos em seguida para Seia onde a
espaços perdíamos um elemento, sempre que havia figos ou uvas na berma
da estrada.
Reunidas
as tropas em Seia, era hora de petiscar alguma coisa antes de atacarmos
a subida do dia. Encontrámos no centro da vila, o queijo e as bifanas
que nos iriam forrar o estômago. Com energias retemperadas, apontámos ao
inicio da subida e cedo experimentámos novas relações de transmissão.
Iniciámos
a subida juntos, mas cedo nos fomos separando pois era preciso
encontrar o ritmo adequado a cada um. Após um início um pouco mais duro,
agrupámo-nos junto a um estabelecimento comercial para então sairmos
com destino à aldeia mais alta de Portugal – Sabugueiro.
À
entrada do Sabugueiro, o miradouro permitiu contemplar a paisagem e
aguardar pelos elementos que agora, rolavam rápido na descida para esta
aldeia. Cruzámos a povoação e parámos na fonte. Era altura de nos
abastecermos e mentalizarmos para a parte mais complicada do dia. A
saída do Sabugueiro em direção à Lagoa Comprida, é feita através de uma
subida com uma inclinação um pouco mais agressiva, comparando com o que
tínhamos vindo a sentir até então.
Espaçados,
subíamos ao nosso ritmo ao mesmo tempo que nos íamos expondo aos
elementos, começando a fazer-se sentir um pouco mais de vento por esta
altura. Aos 1500m de altitude, encostámos junto a um lago para
reagruparmos novamente. A Lagoa Comprida estava à distância de mais uma
subida que vencemos com determinação.
Os
quilómetros que se seguiram até à Torre, foram feitos sempre que era
possível, com os olhos postos nas gigantescas “bolas” que marcam aquele
local e que se avistavam ao longe. Por esta altura, já nos tínhamos
cruzado com alguns motards que simpaticamente acenavam e com alguns
automóveis de matricula estrangeira que, em jeito de incentivo, os seus
condutores oram batiam palmas ora gritavam palavras de incentivo. Como
mais tarde pude confirmar com os restantes, estes acenos partiram sempre
de veículos com matricula estrangeira…
Já
perto da Torre, o vento fez-se sentir mais forte e as últimas centenas
de metros que tínhamos de vencer não foram de borla. Uma vez chegados,
houve um pouco de tudo. O João Pedro que chegou primeiro, não contente
com a quilometragem do seu conta-quilómetros, dá mais umas voltas ao
marco geodésico, “só para acertar”, enquanto aguarda a vinda do João
Bronze. Juntos, aguardaram depois por mim à porta de uma loja de
artesanato local. Penso que não tenha demorado muito a chegar, mas
cheguei com uma sensação de mau estar e sentei-me a descansar. Nesse
momento, observei os meus gémeos que, sem me doerem, estavam a
contorcer-se. Provavelmente, a mente não os teria ainda informado que já
tinham atingido o ponto mais alto onde alguma vez já teriam pedalado.
Enquanto os meus companheiros que já tinham feito cume se degustavam com
determinadas iguarias líquidas da zona, e enquanto eu recuperava ao
sabor de uma bebida energética, o PL chegou com o seu ar bem disposto,
ar de quem estava bem e se regozijava por ter cumprido o objetivo.
Agora
reunidos, haveria que registar fotograficamente o momento, e rápido,
pois fazia-se sentir muito vento e algum frio. Para dar algum colorido
extra, o PL surge com uma pequena bandeira de Portugal que
orgulhosamente é exibida perante a objetiva.
O
difícil estava feito. Agora faltava percorrer a última longa descida do
dia, em direção às Penhas da Saúde. Com embalo, devorámos os
quilómetros que se seguiram, “ajudados” por um vento forte que nos
sacudia. Uma última subida nos separava da Pousada, subida essa vencida
pelo JP que desferiu um forte ataque deixando a concorrência a comer pó… :-)
No
final do dia, após momentos de descanso aproveitado por alguns meninos
para dormir, descemos à Covilhã para jantar no restaurante “O Neca”, que
nos tinha sido recomendado na Pousada. Depois do jantar, subimos ainda a
um jardim onde havia uma festa com música e umas tasquinhas e onde
pudemos apreciar algo que só existe nesta zona do país – cherovia.
Tanto quanto percebi, é uma raiz que antes substituía a batata na
refeição e que hoje, é confecionada de variadas formas. Experimentámos a
fartura de cherovia, a cherovia salgada e a cherovia doce, reunindo
esta última o consenso da cherovia mais apreciada pelos funners.
Já
tarde, fizemo-nos à serra, subindo até à Pousada. Durante a subida,
comentávamos a volta que tínhamos previsto para o dia seguinte, caso não
chovesse. Tínhamos por objetivo para o dia seguinte, descer até
Manteigas e dar uma volta, por forma a terminarmos com a subida da
Covilhã para as Penhas, uma subida muito dura.
O
mau tempo que se fazia sentir na manhã de domingo, acompanhado de
nevoeiro e vento, não era compatível com os nossos objetivos e decidimos
adiar esta volta para uma nova oportunidade. Sim, claro… regressaremos
um dia!
A todos os meus companheiros, o meu obrigado por estes momentos.
Foi fantástico!"
2012-09-10
24 H de Coruche - 30 de Junho de 2012
Mini rescaldo do PL:
"No rescaldo das 24H de
Coruche, vejam este vídeo e descubram o Wally ao minuto sete e picos
;-)
Aviso já que não sou eu
J
Ao ver as imagens e agora já
mais a frio, concluí que há muito tempo que não tinha tão boas recordações de
uma participação numas 24H (mesmo tendo vindo cheio de betadine ;-)
)
A organização da prova teve
algumas coisas menos boas, mas o cômputo geral foi, a meu ver, muito
positivo.
Fiquei com vontade de voltar a
participar e isso muito se deve à equipa que constituímos (SD, DN, JHB e PL) e que funcionou muito
bem. Um ou outro desencontro que existiram fazem parte da participação numa
prova deste tipo. Acho que é praticamente impossível estar 24 H a pedalar sem
haver um ou outro contratempo, senão depois nem havia nada para contar, não
é?
Foi pena não termos alguém que
não tivesse que pedalar para dar mais algum colorido à nossa presença. Pode ser
que da próxima vez alguém se disponibilize a acompanhar os malucos. A propósito
disto, escusam de ter medo de ser empurrados para o grelhador só porque não
pedalam. Desta vez não foi grelhador, nem respetivo operador especializado, mas
o DN arranjou maneira de grelhar uns secretos às três da manhã, no
equipamento dos vizinhos, que souberam muito bem, (acompanhados pela míni que se
impunha J).
Acho que foi a primeira vez que
comi uma sandes a “dormir” ;-)
No final, classificados em 12º Lugar em 16 equipas de quatro, com 35 voltas e a 12 da equipa vencedora. Não foi mau para um percurso exigente em termos físicos e técnicos."
2012-06-03
Estamos de volta às pedaladas
Não é que tivéssemos deixado de pedalar, mas este sítio é que esteve num estado de letargia agudo.
Na verdade, como se vê pelas três entradas abaixo (carregadas de rajada) há quem tenha andado a pedalar por aí... e muito. Isto fora as que nem sequer mereceram relato.
Ora, aproveitando a maré, fica já registado o anunciado regresso de uma equipa Just4Fun às provas de 24 Horas de BTT. Depois da moda das participações a solo, o pessoal assumiu que estava com saudades da participação em equipa e rapidamente (ou nem tanto) se arranjaram quatro "voluntários" para irem a Coruche no fim do mês.
Parece que ainda há possibilidade da participação de mais just4funners. Vamos ver.
Entretanto consta por aí que o pessoal está a assumir que está demasiado "maduro" para andar pelos montes e há muita gente a fugir para a estrada. Isto apesar de haver quem diga que "o alcatrão faz mal à saúde".
Vamos ver se a próxima entrada neste sítio não vai demorar sete meses, como aconteceu agora.
Na verdade, como se vê pelas três entradas abaixo (carregadas de rajada) há quem tenha andado a pedalar por aí... e muito. Isto fora as que nem sequer mereceram relato.
Ora, aproveitando a maré, fica já registado o anunciado regresso de uma equipa Just4Fun às provas de 24 Horas de BTT. Depois da moda das participações a solo, o pessoal assumiu que estava com saudades da participação em equipa e rapidamente (ou nem tanto) se arranjaram quatro "voluntários" para irem a Coruche no fim do mês.
Parece que ainda há possibilidade da participação de mais just4funners. Vamos ver.
Entretanto consta por aí que o pessoal está a assumir que está demasiado "maduro" para andar pelos montes e há muita gente a fugir para a estrada. Isto apesar de haver quem diga que "o alcatrão faz mal à saúde".
Vamos ver se a próxima entrada neste sítio não vai demorar sete meses, como aconteceu agora.
Randonneurs 300 – Planícies e Montados – 14 de Abril de 2012
Relato do TA:
"Atão lá vai um daqueles resumos! O patrão vai adorar a minha prestação hoje…
"Atão lá vai um daqueles resumos! O patrão vai adorar a minha prestação hoje…
Precisamente por causa da volta que
constatei que vou ter de largar umas verdinhas (pela lista que já fiz acho que
vai ser uma daquelas roxas) para me preparar para chuva a sério… O casaco
impermeável J4F foi ineficaz para toda aquela chuva, os sapatos que levei são
de verão e nem levei as sobre-capas, as pernas só iam com protecção para o
frio, os já falados alforges/bagageira…
Mas começando pelo princípio, após uma
curta noite de sono (a alvorada às 4 da matina não permitiu mais) e de um
briefing conciso, arranquei para o 3º randonneur juntamente com cerca de 20
‘artistas’, finalmente com direito a passaporte já que nos 2 anteriores fui
‘ilegal’ (por dificuldade em obter uma prova de seguro: nem a Federação de
Triatlo nem a de Ciclismo se dignaram a emitir a declaração, bem diferente da
FPCUB que em menos de uma semana após a inscrição já me tinha enviado o
documento).
O arranque começou no Parque Desportivo de
Vila Franca de Xira em direcção a Porto Alto, Coruche… Assim que começou a
raiar o dia (isto é meramente ilustrativo pois eram tantas nuvens que nem o céu
se via), a chuva começou a cair com intensidade e perdi a minha companhia
(Pedro e Albano) que parou para se preparar. Eu segui com a chuva a penetrar
aos poucos na minha roupa. Voltei a ter companhia (Ângela) por breves kms até
Azervadinha (km 55) que nos recebia com uma calçada que necessitava de alguns
cuidados a atravessar. Aí a chuva tinha dado tréguas e o equipamento ia secando
aos poucos.
Seguiu-se Couço e depois Montargil já com o
Sol a bater, sempre junto à barragem. Esta zona requer mais umas visitas pois é
bem agradável e calma (para desgosto dos hotéis que pareciam desertos). O
primeiro posto de controlo foi em Ponte de Sôr (114 km) a que cheguei com cerca
de 4.30h. Os últimos 10/15km foram chatos com rectas enormes e vento moderado
contra. A partir daqui o trajecto ia-se tornar mais acidentado em direcção a
Avis (nunca me tinha acontecido mas a dada altura comecei a sentir montes de
sono), Pavia (fiquei mal-disposto depois de ter comido um Morgado e meia
Pepsi), Arraiolos (188 km) e mesmo entre as árvores sentia-se um vento de
rajada bastante intenso (fez-me lembrar um duatlo em Arronches, lembram-se SD e
JB?). O pescoço, nuca e pés já se ressentiam por isso parei para esticar o
esqueleto. Reencontrei o Pedro, Albano e Ângela. Segui na companhia deles até
ao 2º posto de controlo, pouco antes de Montemor-o-Novo em Fonte do Petalim (km
206) em que me foi prestada alguma assistência à nuca. Para minha frustração
recomeçou a chover.
Deste ponto em diante terminariam as
subidas mas o vento, a chuva e o empeno acumulado não permitiam grandes
velocidades. A juntar a isto tive um problema com um dos sapatos: o cleat
soltou-se do pedal e ficou no pedal. Eu e o Pedro tentámos sem sucesso arranjar
forma de recolocar o cleat pois a cabeça do único parafuso que restava já não
tinha qualquer rasgo ou forma para permitir o seu aperto. Assim lá tive de
fazer 25km com um pé a escorregar do pedal (entre Vendas Novas e Pegões com a
ajuda de um alicate conseguimos enroscar a cabeça do parafuso e assim apenas
tinha de encaixar o parafuso no cleat já preso ao pedal). A noite foi caindo e
o frio juntou-se à chuva. As paragens eram cada vez mais frequentes e o
quinteto (juntou-se o Basílio) ia quase sempre junto. A Ângela queixava-se de
um braço, eu do pescoço mas preferia continuar a pedalar até que decidimos
separar o grupo combinados a reencontrar-nos em Porto Alto. Enquanto eu e o
Albano esperávamos no Continente de Porto Alto, apareceu o resto do grupo: a
Ângela tinha caído mesmo à entrada do parque. Aparentemente já não tinha força
num dos braços. Após comer, aquecer e avaliar o estado dela decidimos seguir 3
a pedalar (eu, Albano e Basílio) e o Pedro acompanhava a Ângela que faria os
restantes 12km a pé. Terminei às 23:02h. O resto do dia foi banho de imersão,
jantar e cama
Achei piada porque uma das moças da
Organização, o Pedro e o Albano (os elementos que iniciaram o Randonneurs
Portugal) lembravam-se de mim (e da inexistência de seguro do ano passado) e do
Sérgio (que logo disse ‘pois, ele veio aos 200 e aos 300 mas depois não pôde
vir aos 400 porque já tinha outra coisa na agenda’, para mim tens de fazer-lhes
a vontade)
Escrito ao abrigo do meu desacordo com o
Acordo Ortográfico"

