2009-06-22

24 H BTT 2009 - Monsanto - Lisboa - 13 e 14 de Junho

Vamos manter a tradição...

Até parecia mal este blogue ter notícias em cima da hora, por isso, agora que já passou mais de uma semana, vamos lá a começar os ecos das 24 Horas BTT Just4Fun.

O mais fácil é referir as classificações, que é pouco mais que copiar o trabalho da organização ;-) :

Solo Masculinos:
85º – Ricardo Flores – 8 voltas
96º – Francisco Gomes – 7 voltas
97º – Sérgio Duarte – 6 voltas
(classificados 126)

Solo Femininos:
5ª – Rosário Gomes – 6 voltas
(classificadas 7)

Equipas de 2 Masculinos:
6º - João Pedro e João Bronze – 29 voltas
(Classificadas 18)

Equipas de 8 Mistas:
5º - NH, EN, PL, DN, FF, TF, AF e AAF – 26 voltas
(Classificadas 5 equipas, mas a nossa era a única com duas senhoras ;-) )

Destaque para as melhores classificações de sempre das participações Just4Fun nas 24 H BTT, obtidas pela Rosário e pela equipa mista de oito ;-)

Pronto... OK... depois da brincadeira vamos lá reconhecer o evidente: o JP e o JB fizeram uma dupla espectacular e levaram as camisolas sorridentes a um estrondoso, espantástico, piramidal, fenomenoso sexto lugar em equipas de dois.
Foi um espectáculo acompanhar a prova destes dois que pedalaram como se não houvesse amanhã e andaram sempre a morder os calcanhares da equipa que ficou em quinto e a fugir da que ficou em sétimo.
Também... não seria de esperar menos de um equipa movida a JP e JB :-)

E tomem lá mais umas fotos para dar cor ao blogue, que isto está muito branco (e não é JP branco ;-) ).





Voltaremos dentro de... "algum tempo" com outros ecos desta prova.

2009-06-18

E agora algo completamente diferente... as 24H

Isto é só para recordar que faltam os relatos, rescaldos e fotos.
Não estão esquecidos, é preguiça mesmo. Se fosse para pedalar estava tudo em pulgas, agora para digitar...

Bom, mas para esta mensagem não ser tempo completamente perdido ainda aqui se deixam duas imagens de um dos verdadeiros heróis que fez uma prova "non stop" ;-) Outras fotos e relatos seguirão... ia a dizer "proximamente", mas é melhor dizer "um dia destes" :-)

Raid BTT Minde 2009

A actualização deste blogue deixa muito a desejar...

Já acabaram as 24 H de Monsanto com mais uma brilhante participação Just4Fun e agora é que vêm aqui falar do Raid de Minde, que já foi há... para aí... uma data de tempo...

Bem, mas como vale mais "dar-te que na nuca" ;-) aqui fica o relato do JP, que apesar da resinguice levou as camisolas sorridentes bem alto :-)

"JP, Calhau... e Minde

Propositadamente no título, veio a palavra calhau a seguir a JP. Foi desta forma que me senti nos primeiros 20 kms deste Raid a Minde, terra e serra dos calhaus...!!

Depois de abusos no dia anterior, que incluíram acabar de jantar às 23h, ter comido que nem um "alarvo" e me ter deitado quase às 2 da manhã, tudo conjugado fez com que logo às primeiras pedaladas tivesse sentido que não "estava em dia sim"! Foi um sofrimento só, até ao km 20, tendo mesmo equacionado desistir, pois não me sentia muito bem. Só como exemplo, eu que até nem transpiro muito e gasto poucos dos líquidos que levo, desta vez cheguei ao abastecimento por volta dos 19 kms e picos... já sem gota de água na garrafa que transportava na camisola, nem pinga de isostar no bidom que ía no suporte! Algo não estava bem...!! Calhau... ió ió ió...! (para a próxima, não te esqueças de fazer o mesmo!) :(

Bem, após ter ingerido liquídos em abundância neste abastecimento e ter comido um pouco, lá me animei e decidi voltar à prova. Encontrei o meu ritmo (finalmente) e a coisa começou a animar. Começei a passar alguns concorrentes, coisa que até aí tinha sido precisamente o inverso. Era vê-los passar... e nada de reagir!

Os kms foram passando, a ânimo reencontrado e apenas a dificuldade do percurso muito técnico evitava que pudesse progredir um pouco mais! Até que... eis-me chegado ao km 40, onde tinha ínicio a longa subida de cerca de 5 kms, os 2 últimos dos quais (sensivelmente) num single-track em pedra. Para quem fez o Lisboa-Fátima, viu parte desse caminho já na longa subida de asfalto que antecede a descida a Minde. Aqui, o cansaço e a tentativa de recuperar o tempo perdido no início, fez-se notar! O ritmo baixou obrigatoriamente, mas apenas 2 outros concorrentes me passaram aí. Mais à frente, já na entrada em Minde e após o single-track (downhill urbano de Minde) consegui recolar aos mesmos, tendo mesmo conseguido ultrapassá-los.

E assim teve lugar mais uma saga... desta vez com contornos perfeitamente evitáveis de véspera!

Resumiu-se no 55º lugar final entre 323 que termiram a distância. Com o tempo total de 2h43m15s, nos cerca de 48,5 kms com 1000 mts de acumulado de subidas (muito técnicas) à média de 18 km/h.

Quem voou baixinho, foi o nosso amigo João Santos (deu a volta a Salvaterra de Magos connosco). Esse indígena, cometeu a proeza de chegar em 18. com 2h26m27s, e com mais 5 kms percorridos do que os restantes. Pois, quando seguia entre os 10 da frente já a cerca de 10 kms da meta, enganou-se na última divisão dos percursos e após 2,5 kms quase sempre a descer, foi avisado que estava enganado. Encheu-se de raiva, voltou a trás e "pimbas por ali acima". Veio apanhar uns quantos, mas não os suficientes para retomar a classificação em que seguia. Ficou-se pelo 18. lugar, o que de si só já seria uma proeza, quanto mais naquelas condições adversas!

E pronto, já resumi o que se passou! lol. Desculpem a brevidade dos meus relatos. São simples e objectivos! :p "

2009-06-12

Just4Fun City nas 24 H de Lisboa


Os Just4Fun já instalados no Parque de Monsanto preparados para as 24 H BTT de Lisboa 2009.

2009-06-01

TriumviratumBTT - 16 de Maio de 2009 - O relato

TriumviratumBTT II – O regresso dos Just4Fun

Como sabem as três pessoas (não Just4funers) que visitam este blogue, em Setembro de 2008 atirámo-nos cheios de fé ao desafio colocado pelo TriumviratumBTT, que consiste em ligar Leiria, Torres Novas, Tomar e regressar às origens a pedalar num percurso fora de estrada, com cento e quarenta quilómetros e uns trocados. Batemos com o nariz no escuro da noite ao fim de doze horas, com cerca de dez dúzias de quilómetros feitos.

Viemos para casa lamber as feridas no ego e massajar o orgulho, na expectativa de lá voltar em Maio de 2009.
No dia 16 de Maio às 7:00 lá estavam em Leiria seis Just4funers pedalantes e três apoiantes para tentarem dar a volta ao percurso. Desta vez talvez estivéssemos mais apreensivos, dado que sabíamos melhor o que tínhamos pela frente. A chuva que ia caindo também não ajudava a animar, mas a vontade de concluir a volta era muita.
Foto da praxe junto à Fonte Luminosa... "até já" à equipa de apoio... e “ala que se faz tarde”...
A experiência anterior permitiu-nos seguir sem hesitações o percurso, ainda que os GPS’s nos empurrassem logo para a outra margem do rio, e assim fomos galgando os quilómetros iniciais embrenhando-nos no Valinho da Curvachia passado pouco tempo. A chuva que tinha caído e continuava a molhar-nos deixou o terreno pesado e com muita lama mas lá progredimos em bom ritmo. Mentalmente íamos fazendo contas à média e ao tempo que demoraríamos a completar a rota. Serra acima fomos passando pelos pontos onde na tentativa anterior tínhamos registado furos e pensando que esperávamos que a saga não se repetisse. A coisa foi correndo bem até que um fura. Alguns de nós terão pensado: “Já começou a maldição dos furos...”.
Substituição da câmara por outra com Magic Seal e alguns aproveitaram para contar os remendos que a câmara furada tinha (reutilização: ambiente “oblige”). Parece que eram nove, mas ainda assim o furo conseguiu encontrar um bocado de borracha virgem.
Os quilómetros seguintes lá pelo alto da Serra foram percorridos sempre a olhar para os pneus, mas desta vez não tivemos o azar de Setembro.O primeiro encontro com a equipa de apoio teve lugar antes de se começar a descer a sério para Torres Novas numa terra perto da Pedreira do Galinha, famosa pelas pegadas de dinossáurios. Foi a altura de repor os níveis e de fazer pequenas afinações no material que tinha sofrido muito nas primeiras horas. A chuva tinha parado e o moral estava alto.Próxima paragem Torres Novas e agora é quase sempre a descer. Foi a parte mais rápida do percurso. Tão rápida que quase chegávamos antes da equipa de apoio. Era altura de comer qualquer coisa à laia de almoço, mas não se podia demorar muito, que o tempo não pára. Mais uma afinações mecânicas e lá vamos nós direitos a Tomar. Próxima paragem: Paço da Comenda.

Alguns de nós sofreram um bocado neste troço. Por exagero de ritmo inicial, por terem comido demais, porque já se levavam muitas dezenas de quilómetros nas pernas, ou tudo conjugado, o grupo partiu-se ao meio na subida para os moinhos da Pena. Lá no alto reagrupámos e seguimos juntos até ao ponto de apoio, onde voltamos a demorar um bocado mais que o desejável, no intuito de tentar recuperar o corpo e a mente.Tomar era já ali e se a hipótese de completar o percurso em doze horas começava a ficar comprometida, ainda restavam muitas horas de luz para pensarmos que não chegaríamos ao fim. Começou a equacionar-se a possibilidade de dividir o grupo em duas equipas, dado que naturalmente três de nós estavam com um ritmo muito mais vivo que os restantes. Podíamos assim tentar que uma equipa chegasse antes das doze horas. Decidiu-se que chegaríamos todos juntos, fosse com que tempo fosse. Era o espírito Just4Fun em acção.

Tomar foi passada rapidamente demorando apenas o tempo necessário para a fotografia na praça central, dado que vinha já aí a subida para o Convento, que não é pêra doce.
O próximo ponto de apoio foi no Aqueduto de Pegões e as paragens iam ficando cada vez mais demoradas, aproveitando-se para comer e recuperar ânimo, que o corpo já teimava em não recuperar.
Sabíamos que se seguia um sobe e desce massacrante e arrancámos com cautela para não estoirar definitivamente. Alguns, no entanto, pareciam tão frescos como no início e seguiam a um ritmo impressionante, tendo depois que esperar que o restante gang reagrupasse.
Estação de Fátima: Paragem rápida e lá vamos nós.
Vilar dos Prazeres... No ano passado a noite caiu-nos em cima neste ponto. Desta vez o Sol ainda ia alto. Era claro que as doze horas eram uma miragem, mas faltavam cerca de 30 quilómetros... Já cheirava a Leiria. Era preciso um cataclismo para não conseguirmos concluir. Após uma paragem também algo demorada seguimos para Santa Catarina e daqui para a frente era tudo novidade. Havia informações que não eram “favas contadas” até ao final e que ainda penaríamos um bocadinho numa subida. As paragens para descansar e reagrupar passaram a ser mais frequentes e a tal subida que se esperava acabou por ser feita em duas etapas para os três da retaguarda, mas na paragem para abastecimento em Santa Catarina os sorrisos foram-se abrindo e a sensação de conquista foi-nos invadindo. Não foi sem sofrimento que se fez a última etapa antes de Leiria, onde se acumularam alguns enganos, alguns por desatenção nossa, outros induzidos pelo track. Nesta última fase ficou-nos na retina um longo single a descer ao longo de uma ribeira que nos soube muito bem. A aproximação a Leiria é penalizada pelo progresso, que nos faz andar a fugir das vias rápidas, onde mais uma vez os tracks e o terreno nem sempre batiam certo, mas por palpite, ou pelo método da tentativa e erro, lá se foi encontrando o caminho a seguir. Estávamos já com os últimos raios de Sol quando entrámos em Leiria. Entretanto um dos GPS’s já tinha ficado sem bateria e outro tinha tido uma paragem algures antes de Torres Novas, mas passados uns quilómetros conseguiu-se pôr a funcionar. Restavam três, mas posteriormente constatou-se que um destes não tinha gravado o percurso. Não eram estes azares que nos iriam tirar o sabor de vitória com que voltámos à fonte luminosa para a foto final, treze horas e vinte e um minutos depois de termos dado a primeira pedalada.Brindou-se com champanhe fornecido pela equipa de apoio e seguimos para casa do JB, para o banho e jantar com o que tinha sobrado dos abastecimentos.

O regresso a Lisboa foi penoso, depois de dormir poucas horas na noite anterior e do esforço de pedalar durante 148 km com quase 3000 metros de acumulado de subidas, mas a sensação de vitória manteve-nos acordados.

Cumpriu-se o Triumviratum. Parabéns a quem teve a ideia de lançar este desafio e a quem o conseguir concluir. Nós já conseguimos, venham os próximos.

2009-05-22

TriumviratumBTT - 16 de Maio de 2009 - II

Mais umas fotos para aguçar o apetite:










Duatlo BTT de Mássamá - 10 de Maio de 2009

Com alguns dias de atraso e fora da ordem cronológica aqui fica o relato da participação do SD:
(o TriumviratumBTT segue dentro de momentos ;-) )

"Ontem participei em mais um Duatlo, desta vez no meu “quintal” – II Duatlo de Massamá. Ao contrário do verificado nas participações anteriores em eventos da Federação de Triatlo de Portugal, este foi muito mal organizado tendo-se registado inúmeras críticas no final da prova. O meu comentário diz respeito à prova do Circuito Regional pois foi nesta que eu participei.

A correr em casa e sabendo previamente o traçado da corrida e do circuito de BTT, já sabia o que me esperava e qual o andamento adequado em cada momento. Acontece que a organização ontem nos surpreendeu com alterações de última hora quer na corrida quer no BTT e quando digo de última hora, quero mesmo dizer última hora pois a prova do Circuito Regional que estava prevista iniciar às 16:30, iniciou às 17:00 pois a organização andava naquele preciso momento a alterar o traçado e a colocar novas marcações. Aparentemente não encontro explicação para a alteração e consequente redução em 800m na prova de corrida nem na necessidade de alterar o traçado do BTT.

O circuito da corrida tinha um percurso misto de asfalto e terra e uma altimetria considerável para este tipo de prova, ou não estivéssemos nós em Massamá-Norte. As duas voltas iniciais de corrida foram feitas em ritmo moderado poupando-me um pouco para a corrida a seguir ao BTT pois sendo esta feita no sentido inverso, iríamos apanhar uma subida com uma inclinação de mais de 10% ao longo de uns 200m. Transição feita (e bem feita) montei na bicicleta disposto a recuperar algumas posições. Após uma longa subida em que ultrapassei 2 atletas, começo com dificuldades em saber em que direcção continuar a pedalar. Sou então apanhado por outros atletas que também se revelam desnorteados com a falta de marcações e optámos por um trilho onde encontrámos um elemento da organização que estava ali a ver a caravana passar pois não conhecia o circuito nem tinha visto os primeiros passar por ali. Comecei-me a passar o que se traduziu num aumento de ritmo e numa busca frenética do caminho correcto. Sózinho, acabo por encontrar marcações e lá apanho um atleta que segundo ele vinha no caminho correcto. Acabei por o ultrapassar e segui em bom ritmo as marcações que entretanto começaram a bater certo. Após a primeira volta de BTT, iniciei a segunda com um compasso de espera para ter companhia na parte em que não havia marcações. Na primeira subida sinto-me obrigado a ultrapassar e a fugir da companhia pois o seu ritmo lento não era compatível com os meus nervos. Voltei a inventar nesta volta à procura do caminho e lá encontro novamente umas fitas num sítio onde não tinha passado na primeira volta. Chateado com a situação, sigo para o final da volta, não sem antes ver uma série de atletas a entrarem no caminho à minha frente, vindos sei lá de onde.

Última volta de corrida, desta vez em sentido inverso ao da primeira e logo com uma subida com uma inclinação brutal, o que levou alguns atletas a encostar. Ainda com a adrenalina nos píncaros, consegui ultrapassar alguns atletas na subida e acelerar na parte final do percurso. Fiquei chateado por verificar que alguns elementos que iam a andar na subida, chegaram ao topo desta e atalharam caminho. Bastava fazer 50m planos, em terra, para evitar uma volta de cerca de 500m com uma subida pelo meio.

Sem qualquer controlo intermédio, sem controladores espalhados no percurso e apenas com elementos da organização e da polícia nos pontos de intersecção com o asfalto, a organização desta vez destacou-se pela negativa. Até agora tinha uma opinião muito favorável acerca das provas organizadas pela Federação e espero continuar a ter, apesar deste II Duatlo de Massamá ter sido muito mau.

No fim, as classificações não são justas para os que conseguiram apanhar o percurso correcto, nem para aqueles como eu que ainda assim tentaram encontrá-lo, pois houve um aproveitamento por parte de alguns atletas da situação criada pela alteração de percurso à última da hora.

Em termos classificativos foi o meu melhor Duatlo, tendo terminado em 19º lugar de entre 46 atletas que finalizaram a prova. Fiz 1h16m e acabei a 12min29s do primeiro.

SD"

2009-05-18

TriumviratumBTT - 16 de Maio de 2009

Está feito!...

Seis Just4Funners (SD, JP, JB, FF, DN e PL) cumpriram a Rota no passado Sábado.
Foram 148 km em 13 horas e 21 minutos.
Com este tempo o Desafio de fazer o percurso em menos de 12 horas terá que ficar para outra altura, mas nem isso esmoreceu o ar de felicidade com que os seis chegaram ao final, junto à Fonte Luminosa de Leiria, onde a equipa de apoio (TF, AF e EN) os esperava com uma garrafa de espumante para brindarem juntos a mais uma conquista Just4Fun, à qual não faltou sangue, suor e lágrimas (literalmente).Descrições mais detalhadas e fotos ficarão para daqui a uns dias, mas aqui fica desde já esta pequena nota.

2009-05-03

Fortes de Montachique - 1 de Maio de 2009

Era uma tarefa ambiciosa: cinco Fortes (EN, AAF, JP, FF e PL) para conquistar 12 Fortes e o Posto de Sinais de Montachique.

A missão foi cumprida na generalidade, mas alguns fortes tiveram uma abordagem ligeira, marginal, ou longínqua, por diversos motivos com que nos fomos deparando.

Mas comecemos pelo princípio, que é sempre um bom local para começar.

No princípio era a subida... e que subida...
Logo para começar enfrentámos com sucesso a ascensão ao vértice geodésico de Montachique (409m), onde se situava um dos postos de sinais das Linhas.
O mais difícil estava feito e aproveitou-se para estender as vistas no horizonte, pois a atmosfera estava propícia.

Seguiu-se uma descida de calibre semelhante ao da subida e a aproximação ao Forte de Montachique (Obra Militar nº 57) que foi um dos mais significativos desta jornada.São claramente visíveis o fosso e os restos de algumas construções. Neste forte há que lamentar o facto de adeptos do TT motorizado usarem o fosso como pista de obstáculos, contribuindo activamente para a sua degradação. Lamenta-se tanto a ignorância dos praticantes como a das autoridades que não preservam estas construções. Estão dados os recados. Mas em termos de preservação havíamos de encontrar ainda maior desleixo mais para a frente.

Seguimos para o Forte das Ribas (51) pela Estrada do Forte, construída há 200 anos para serventia das Linhas e na qual ainda se conseguem vislumbrar em alguns troços os restos da calçada original. Este é um dos Fortes deste passeio onde é possível apreciar melhor a importância estratégica das fortificações, tendo em conta a sua construção sobre a escarpa e o estado de preservação, onde ainda restam alguns metros de muros de pedra.Continuámos pela Estrada do Forte agora numa descida louca a caminho do vale da Ribeira do Cocho, em direcção ao Forte do Picoto (50), do outro lado do vale e junto a uns geradores eólicos, que não pudemos visitar por estar em propriedade privada com acesso fechado. Tirámos a foto ao longe e voltamos pelo mesmo caminho, seguindo em direcção a Ribas de Cima ao longo da Ribeira de Ribas, onde aproveitámos um espaço particularmente bonito e abrigado para piquenicar. Esta pausa soube bem até porque se seguiu uma ascensão exigente física e tecnicamente até à estrada que liga Ribas de Baixo a Ribas de Cima e foi precisamente nesta última localidade que bebemos o café da ordem, antes de “quase” conquistarmos o Forte de Permouro (55) e após termos descartado o forte nº 56 que se situa dentro do Parque Municipal do Cabeço de Montachique e que tinha o acesso cortado com um portão. O Forte de Permouro apenas foi “quase” conquistado porque está engolido por matagal e só após um de nós se ter embrenhado no meio dos tojos, com as consequentes marcas nas pernas, se conseguiu aproximar de algo que identificou como a esquina SW do fosso, tendo tirado a foto da praxe.

A descida para a estrada que nos conduziria a Vale S. Gião foi feita por um single muito técnico, com muita pedra, mas muito engraçado. Após esta localidade aproximámo-nos dos Fortes da Azinheira (53) e do Capitão (52) que se situam no topo de uma urbanização muito interessante e de localização algo inesperada. Destes dois fortes apenas nos foi possível (mais uma vez) identificar pequenos troços dos fossos, dado que se encontram completamente tomados pela vegetação. Neste último, a rede à volta de uma antena de comunicações celulares dificulta ainda mais a aproximação, mas com algum esforço e contorcionismo lá estivemos à beirinha do forte.

Seguia-se o Forte dos Outeirinhos (58), mas depois de três tentativas frustradas de aproximação (dois acessos a propriedades privadas e um trilho sem saída) desistimos e seguimos para o Forte do Outeiro do Além (ou do Lobo), obra nº 59, mas o acesso a pedalar foi-nos mais uma vez impossível, pelo que contornámos a pequena elevação onde se situa o reduto e seguimos para os Fortes da Achada (60 e 61).A aproximação pelo lado Norte é muito difícil porque é feita por uma pendente muito acentuada conquistada em duas etapas, com um pequeno descanso a meio e que obrigou algum empurra-bike, pois só o JP fez tudo a pedalar. Nestes dois fortes, mais uma vez o abandono impera e só com alguma persistência se conseguiu fotografar o que resta dos fossos engolidos pelo matagal.

A caminho do final voltámos a descartar um forte (o do Moinho, obra 54) que se situa em propriedade privada e atingimos as viaturas com 25 km, 800 m de acumulado de subidas, 7 fortes visitados (ainda que alguns só muito ao leve), 2 localizados à distância e 3 completamente descartados, além obviamente da ascensão ao posto de sinais de Montachique. Num passeio que prometia muitos fortes acabou por saber a pouco, pois só nos dois primeiros se conseguiu sentir o espírito da Linhas, mas já nos vamos habituando a que nem tudo o que está identificado nas cartas pode ser visitado (ou mesmo encontrado no terreno).

Marcados a preto os fortes conquistados neste raide.

2009-04-28

Maratona de Alte - 25 de Abril de 2009

O JP foi lá pedalar (e bem, como é costume) e conta-nos como foi:

"Confesso que já sentia saudades deste bichinho que é a competição!
Aproximadamente 2000 mil participantes à partida, devidamente colocados e alinhados na mesma, consoante o grau de dificuldade e distância a percorrer. Uma iniciativa que devia de existir em outras provas, desde que o número de participantes assim o justifique!

Cerca das 10 da manhã como estava previsto, foi dada a partida para os atletas da Taça de Portugal XCM. Estes, nunca mais ninguém os viu, a não ser à chegada! :)

Cerca de 5 minutos depois, partiram todos os outros. Os da maratona lazer (80 kms anunciados). Os da Meia-maratona (54 kms anunciados). Os do passeio (30 kms anunciados). E finalmente, os do passeio infantil/familiar( 16 kms anunciados) Todos ao molho... portanto! :)

Dado que a minha inscrição estava para a Meia-Maratona, encontrava-me colocado sensivelmente a meio do resto do pelotão.

Após os primeiros 8 kms totalmente rolantes e onde aproveitei para forçar um pouco o andamento e assim ganhar algumas posições de modo a evitar engarrafamentos... veio a primeira subida, digna já desse nome. A selecção foi sendo feita e viu-se desde logo quem tinha ou não andamento. Eu era daqueles que nem muito para trás, nem muito para a frente!

Depois, veio uma descida e depois subida e por aí a fora...! Após o 2º abastecimento (1º para mim, como é habitual), entramos numa zona bastante rolante, onde a grande dificuldade era mesmo o vento! Muito, muito forte. Frio, muito frio e como não podia deixar de ser, sempre de frente! Archhhhhh....!

Após lutar ali uns kms naquelas condições que não me agradam nada, passamos pela "enésima" vez a ribeira do Arade as primeiras dificuldades físicas surgiram, talvez fruto daquele ritmo inicial. Tinha cerca de 42 kms e uma média a rondar os 22 kms/h.

Coincidência ou talvez não, aí surgiu uma subida daquelas.... Felizmente umas escassas centenas de metros, mas de subir em 1-1 até ao topo...! Uma vez feita, desceu-se até ao 3º posto de abastecimento, onde a partir do qual, uma última subida mais complicadita, mas já em asfalto, nos colocava a apenas 2 kms do final e praticamente sempre a descer... ;) A partir daí, meus amigos... ninguém me agarra! :) Cheira a meta! ;)

Quanto ao resto, que vocês sabem bem que me interessa sempre :) resumiu-se no 47. lugar, com o tempo de 2h 47m 55s num total de 56,5 kms. Terminaram aquela distância 522 atletas e ficaram desclassificados mais 55. As minhas distâncias para os primeiros vão ficando mais curtas, mas ainda assim muito grandes. Aqui, situaram-se em 28 minutos de diferença para o 1., que me parece que ía de moto... ;)

Em suma, gostei imenso desta minha primeira participação neste evento! Extremamente bem organizado! Um percurso muito bonito, apesar de não olhar muito para as tão faladas vistas! Um acompanhamento aos atletas, muito bom! Bons abastecimentos. Muito bem marcado, quer por placas, quer por meios humanos.

O único senão, foi mesmo após o decorrer da prova. A zona de banhos era constituída por escassos 3 contentores, onde a água era fria e o espaço muito pequeno. Mais tarde ouvi dizer que haviam mais 2 zonas de banhos, mas algo distantes e sem indicações à vista. Uma delas era mesmo necessário recorrer ao carro para lá chegar!

O almoço estava bom e em local muito agradável! Mais tarde também ouvi queixas da carne não estar a ser bem servida para quem almoçou mais tarde. Admito que não deve de ser fácil calcular carne para 2000 atletas, mais acompanhantes e alguns de última hora...!

Concluo com a referência ao tempo, pois apesar do imenso vento que referi atrás, a chuva aguentou-se lá em cima! Apenas no regresso a Lisboa, levei com alguma, mas no pópó. :)
Ah, e ainda cheguei a tempo de ir ver o Sporting ao estádio, claro! ;)

E pronto, está tudo contado! Sei que fui breve, mas creio que dá para terem uma ideia! ahahhahah ;)"

2009-04-26

Linhas de Torres - Fortes da Arruda - 26 de Abril de 2009

E vão mais quatro.Quatro Fortes dos arredores da Arruda, consquistados por quatro Fortes (EN, DN, AAF e PL).
Foram visitados o Forte do Cego (Obra Militar nº9)e o da Carvalha (Obra Militar nº 10), que ainda estão em relativo bom estado de conservação, podendo ver-se claramente os fossos e o que resta de algumas construções do interior. Em ambos foi possível verificar o resultado de algumas escavações arqueológicas que ajudam a dar uma ideia das edificações originais. Têm inclusivamente placas com informação histórica, o que se aplaude.
Além destes, estivemos no cabeço do Chão da Vinha (cerca de 4km a Sul da Arruda) onde, segundo a carta de 1811, se situaria um reduto, mas não conseguimos confirmar se uma amostra de fosso e uns restos de construção seriam a prova da existência do forte naquele local. Estrategicamente é lógico que fosse ali, pois estava a meio caminho em linha recta entre os fortes do Calhandriz (que visitámos noutro passeio) e o Forte do Cego (que foi o primeiro de hoje), dominando o vale do Rio da Silveira que passa junto ao Calhandriz.
Conquistámos também o Moínho do Céu, no cabeço junto ao Pé do Monte, onde está referenciado um forte (Obra Militar nº 11) que teria capacidade para 300 militares e 4 peças de artilharia, mas na verdade não nos foi possível ver nada que se assemelhasse a um Forte. Com boa vontade podia imaginar-se que um fosso que rodeia o cabeço onde está o moínho faria parte da construção militar. A posição, no entanto, é mais uma vez estrategicamente perfeita para se instalar um reduto de defesa de uma invasão vinda de Norte.Estava ainda prevista a possibilidade de irmos ao forte do Passo (ou do Paço) e eventualmente procurar vestígios de uma outra fortificação que se situaria a Oeste dele (pelo menos de acordo com a carta de 1811), mas o adiantado da hora aconselhou que nos dirigíssemos para o final encurtando um pouco o percurso planeado, que ainda assim registou 750 metros de subidas em apenas 28 km de extensão.
A descida do Moínho do Céu foi feita por um trilho recentemente aberto por pessoal da zona para a passagem de uma prova de BTT, que nos foi referenciado pelo pessoal que meteu mãos à obra e que (por acaso) estava junto ao moínho. Fez as delícias de alguns de nós que gostam de descidas mais radicais, mas foi feito com muita cautela e com algum receio por outros, que não gostam de arriscar muito. É que em algumas zonas assemelhava-se muito a uma pista de Downhill, com o inconveniente do piso ainda não estar muito consolidado e ter muitas pedras ameaçadoras.

Segue a bom ritmo o reconhecimento das Linhas, sendo que a primeira é a que já tem maior estensão percorrida (cerca de um terço). A próxima exploração será provavelmente na zona de Montachique (zona central da 2ª linha), onde há muitos redutos referenciados, além de ser o local onde estava localizado um dos postos de sinais, precisamente no Cabeço de Montachique.
Da primeira Linha, do lado do Tejo, fica a faltar apenas a exploração do maciço de Subserra, onde se situavam diversas fortificações, algumas eventualmente já transformadas em cimento pela Cimpor, e no sopé do qual se situa o Monumento às Linhas de Torres. É provável que esta zona fique mais para o final, prosseguindo agora a exploração das duas linhas em direcção ao Atlântico.
Em baixo o mapa com os fortes já visitados (a verde os de hoje).