Relato do SD:
"…e pronto, sobrevivi a esta loucura dos 300km num dia.
Tudo começou às 06:10 em Vila Franca de Xira. Pela frente 300 km de estrada. Os primeiros km’s foram percorridos em grupo e com alguma apreensão. Tentava seguir acompanhado sem entrar em loucuras. Luzes acesas e algum frio que se fazia sentir, mesmo ao ponto de fazer gelar as pontas dos dedos.
Por volta do km 65 decidi deixar o grupo e seguir sozinho com o Carlos. O Carlos acompanhava-me desde o início e já o conhecia da etapa dos 200km.
Às 9:24, com mais de 90km, o Carlos seguia na minha roda quando eu me desviei de um buraco e lhe fiz sinal para fazer o mesmo, só que ele acabou por rebentar os 2 pneus. Parei com ele e enquanto tratava da roda da frente ele tratava da roda de trás. Foram 13 minutos nesta operação e quando arrancámos, seguimos já com outros 3 elementos (2 da organização) que entretanto se tinham juntado a nós. O rebentamento da roda da frente fez mesmo com que a borracha do seu pneu cortasse, ao ponto de ser conveniente colocar um remendo por dentro do pneu, operação que o Carlos viria a realizar ao km 115, aquando do controlo em Ponte de Sôr.
Eram 10:36, quando cheguei a Ponte de Sôr. Estava com 115 km e era altura de carimbar o passaporte num café local. Um sandes de fiambre e uma Coca-Cola depois, estava pronto para continuar. Decidi não perder muito tempo (ainda assim estive 26 minutos parado) e continuar sozinho. Não tendo amigos para nos acompanhar, prefiro mesmo andar sozinho e gerir eu o meu próprio ritmo.
A próxima paragem que eu tinha previsto era na Nossa Senhora da Graça do Divor, aos 196km, para voltar a carimbar o passaporte no posto de controlo. Era suposto o Café Besica estar aberto, acolhendo assim os randonneus para o controlo enquanto tomavam alguma coisa mas contrariando o que a própria organização pensava, o café encontrava-se encerrado. Precisava de comer alguma coisa mas algo em mim já não estava a funcionar muito bem pois tinha deixado de conseguir ingerir sólidos e sentia muita sede. Na mesma aldeia, parei numa tasca 200m depois onde encontrei 3 randonneurs que estavam prontos a seguir. Este café não tinha nada para comer mas quando vi um motolof em cima do balcão, não resisti. Pedi uma fatia daquele docinho e fresco doce. Felizmente “escorregou” bem na garganta, com a ajuda de uma Coca-Cola, é claro. Como continuava com sede, bebi mais uma água das pedras enquanto metia também alguma cafeína no estômago. Entretanto, tinha chegado mais um rapaz mas pouco depois eu arrancava novamente sozinho. Estive aqui parado 16 minutos.
Até Montemor-o-Novo foi um saltinho. Apesar de não me estar a alimentar, senti a energia do último abastecimento. Estava bem fisicamente e segui em bom ritmo até Vendas-Novas, onde decidi fazer a minha única paragem fora controlos. Sentei-me numa esplanada e pedi uma bifana. Momentos depois percebi que não a ía conseguir comer e acabei por a carregar até Vila Franca. Tinha pedido uma Coca-Cola (é claro) para acompanhar e esta acabou por ajudar uma tangerina a “descer”. Antes de me ir embora, após 25 minutos de paragem, bebi mais um café com uma água das pedras.
Faltava-me pouco mais de 60km para chegar e eu começava a ficar preocupado, pois sem comer começava a ter receio de me sentir fraco de repente. Até ao fim, fui sempre a beber pequenos golos de água para me manter hidratado. Quando entrei na recta do cabo, comecei a pensar que o BRM300 começava a ser uma realidade. Já lusco-fusco acendi as luzes e pedalei na berma da estrada com muito cuidado, pois ali o trânsito circula com alguma velocidade. Começava a sentir alguma dor nas mãos, tendo acabado mesmo com uma bolha em cada um delas. O forro das luvas já “era” e um dia inteiro fez mossa nas mãos. A cada irregularidade da estrada sentia quase que um reflexo de dor na mão.
Cheguei às 19:35. No final um enorme sentimento de satisfação. Foram mais de 200km completamente sozinho, o que como disse, permitiu-me gerir o meu andamento mas criou também alguma monotonia.
Alguns números deste longo dia…
Distância: 308km
Tempo total: 13:25:22
Tempo andamento: 11:50:38
Avg: 25,9km/h
Calorias: 6058 Cal."
2011-03-21
Brevet Randonneurs Mondial, Tejo-Sorraia-Tejo, 213.819m, 26 de Fevereiro de 2011
Relato do SD:
"Como previsto, PL, SD, TA, JP e NMC completaram os mais de 200km da primeira prova dos Randonneurs em Portugal.
Os 214km foram completos em 8:30. Houve 2 furos (TA claro e desta vez também NMC) e o NMC fez quase a totalidade do percurso com dores no joelho mas provou ter espírito Just4Fun. No fim, mesmo com dificuldades, terminou com “carinha sorridente”, como é apanágio do nosso grupo.
A chegada a Vila Franca de Xira, decorreu já noite cerrada. Não foi muito agradável fazer a Recta do Cabo com trânsito, desvios causados por obras, mau piso na berma… mas nada fez parar 4Funner’s! Parabéns malta e obrigado pela vossa companhia. Só gostava de poder contar convosco na próxima distância mas sozinho não sei se irei. Logo se vê."
Relato do PL:
"O pára-quedas lá abriu e eu consegui aterrar de pé.
A pancada foi forte, porque as pernas ainda se queixam de vez em quando, mas está tudo no normal caminho da recuperação.
Mas porque é que insisto em fazer pára-quedismo em eventos de ciclismo? ;-)
Como dizia o JP, que me acompanhou durante 200km, foi um bom treino para as 12h. No meu caso devia ser para as 24h, mas como não devo conseguir andar muito mais que as tais 12h ficamos quites ;-).
A partida atrasou um bocadinho, porque às 8:00 ainda estava tudo de volta do “bife” e quando este acabou (pelas 8:10), como parecia que o pessoal estava com pouca vontade de começar a pedalar, eu enchi-me de brios e lancei-me ao caminho com o habitual: “Vou andando, que vocês já me apanham...”
Eu gosto de cumprir horários e sabia que minutos perdidos aqui iam-me fazer falta no final do dia.
Acabei por fazer a Recta do Cabo sozinho e a bom ritmo e o pessoal só me apanhou já depois do Porto Alto. Como é sabido, as minhas pilhas duram cerca de uma hora e foi o que voltou a acontecer. Quando o pessoal me apanhou, o JP colocou-se a meu lado e fomos um bocado a falar e às tantas demos por nós a puxar um grupo comprido. Ora ia um coxo e um gordo em máquinas de BTT a rebocar os “rodas finas”, o que não parecia lá muito bem. Cheguei-me para o lado e deixei-os passar, só que passado pouco tempo o “elástico” partiu e nos quilómetros seguintes os outros transformaram-se em pequenos pontos fluorescentes, que se iam afastando continuamente até desaparecerem ao fundo das longas rectas a caminho de Coruche.
O JP ficou para trás e acabámos por recrutar um roda fina que ia só, mas com uma pedalada parecida com a minha. Depois de alguns quilómetros de rotação aleatória (quase sempre a dois), o JP lá deu ao neófito umas breves lições de como se troca na frente do grupo e o trio passou a funcionar que nem um relógio. Até parecia o “Trio Admira”. “Admira” porque eu ia admirado com a velocidade a que “ainda” estava a rolar, para quem já tinha esgotado as pilhas umas dezenas de quilómetros atrás. Na aproximação a Mora, as pilhas deram o bafo definitivo e a paragem dos 88km veio mesmo a calhar. Anteriormente já tínhamos parado uns minutos nos arredores de Coruche para o pequeno-almoço, afinações mecânicas, deixar “lastro” e ligeira recuperação.
Em Mora encontrámo-nos esporadicamente com os outros Just4Funners e até partimos ao mesmo tempo, mas indo a navegar à vela, não tinha velocidade para acompanhar o “comboio” e fiquei para trás ainda no interior da localidade, seguindo num ritmo mais consentâneo com a (minha) realidade. O JP voltou a ficar para trás e fizemos o percurso até Montemor quase sempre sozinhos a uma velocidade que para mim era exigente, mas não esgotante, mas que para o JP era de passeio. Foi a parte que gostei mais do percurso, apesar de ser teoricamente a mais difícil. O ritmo permitiu apreciar as paisagens e o dia soberbo que estava e a estrada tinha muito pouco movimento.
Em Montemor voltámos a encontrar os outros no Posto de Controlo, mas repetiu-se a rotina quando voltámos a pedalar. À passagem por Vendas Novas decidimos não parar para a prometida bifana, porque a distância desde Montemor era pequena e ainda tínhamos muitos víveres. Optámos por parar na rotunda de Pegões, numa esplanada de onde foi muito difícil arrancarem-me. Estava um final de dia esplêndido e finalmente tinha conseguido sentar-me num local cómodo e com encosto, mas faltavam cerca de 50 km, pelo que lá tive de me fazer à estrada. Nesta paragem juntaram-se a nós o SD e o NMC, que vinha com um joelho a ameaçar falência e se via aflito para suportar as médias dos rodas finas.
Até ao final foi rolar a uma média ligeiramente abaixo dos 20 km/h, de modo a manter o grupo unido (ou pelo menos em linha de vista). Para o JP e SD ia muito lento, mas para mim (nesta altura) ia “no ponto”. Eu gosto é de rolar, mas estes quilómetros, quase sempre planos, foram algo massacrantes, dado que foram raras as vezes que não tivemos de pedalar.
A Recta do Cabo à noite foi uma experiência péssima, mas no final cumprimos o objectivo, mais de duas horas antes do fecho do controlo.
E pronto, para mim está feito o primeiro e último BRM deste ano. No meio da “overdose de adrenalina” falava com o JP sobre a possibilidade de conseguir fazer o de 300km, mas em Pegões já agradecia o facto de este calhar na data das 24h de Abrantes, não fosse dar-me uma coisinha ruim e inscrever-me. É que nessa altura, com cerca de 160 km feitos ainda faltariam outros 140 e não consigo imaginar como iria percorrê-los.
Boa sorte para quem continuar a saga, que me vai passar ao lado, mas o facto de termos concluído o primeiro BRM em Portugal já ninguém nos tira.
Just4Fun, mais uma vez na crista da onda ;-)"
"Como previsto, PL, SD, TA, JP e NMC completaram os mais de 200km da primeira prova dos Randonneurs em Portugal.
Os 214km foram completos em 8:30. Houve 2 furos (TA claro e desta vez também NMC) e o NMC fez quase a totalidade do percurso com dores no joelho mas provou ter espírito Just4Fun. No fim, mesmo com dificuldades, terminou com “carinha sorridente”, como é apanágio do nosso grupo.
A chegada a Vila Franca de Xira, decorreu já noite cerrada. Não foi muito agradável fazer a Recta do Cabo com trânsito, desvios causados por obras, mau piso na berma… mas nada fez parar 4Funner’s! Parabéns malta e obrigado pela vossa companhia. Só gostava de poder contar convosco na próxima distância mas sozinho não sei se irei. Logo se vê."
Relato do PL:
"O pára-quedas lá abriu e eu consegui aterrar de pé.
A pancada foi forte, porque as pernas ainda se queixam de vez em quando, mas está tudo no normal caminho da recuperação.
Mas porque é que insisto em fazer pára-quedismo em eventos de ciclismo? ;-)
Como dizia o JP, que me acompanhou durante 200km, foi um bom treino para as 12h. No meu caso devia ser para as 24h, mas como não devo conseguir andar muito mais que as tais 12h ficamos quites ;-).
A partida atrasou um bocadinho, porque às 8:00 ainda estava tudo de volta do “bife” e quando este acabou (pelas 8:10), como parecia que o pessoal estava com pouca vontade de começar a pedalar, eu enchi-me de brios e lancei-me ao caminho com o habitual: “Vou andando, que vocês já me apanham...”
Eu gosto de cumprir horários e sabia que minutos perdidos aqui iam-me fazer falta no final do dia.
Acabei por fazer a Recta do Cabo sozinho e a bom ritmo e o pessoal só me apanhou já depois do Porto Alto. Como é sabido, as minhas pilhas duram cerca de uma hora e foi o que voltou a acontecer. Quando o pessoal me apanhou, o JP colocou-se a meu lado e fomos um bocado a falar e às tantas demos por nós a puxar um grupo comprido. Ora ia um coxo e um gordo em máquinas de BTT a rebocar os “rodas finas”, o que não parecia lá muito bem. Cheguei-me para o lado e deixei-os passar, só que passado pouco tempo o “elástico” partiu e nos quilómetros seguintes os outros transformaram-se em pequenos pontos fluorescentes, que se iam afastando continuamente até desaparecerem ao fundo das longas rectas a caminho de Coruche.
O JP ficou para trás e acabámos por recrutar um roda fina que ia só, mas com uma pedalada parecida com a minha. Depois de alguns quilómetros de rotação aleatória (quase sempre a dois), o JP lá deu ao neófito umas breves lições de como se troca na frente do grupo e o trio passou a funcionar que nem um relógio. Até parecia o “Trio Admira”. “Admira” porque eu ia admirado com a velocidade a que “ainda” estava a rolar, para quem já tinha esgotado as pilhas umas dezenas de quilómetros atrás. Na aproximação a Mora, as pilhas deram o bafo definitivo e a paragem dos 88km veio mesmo a calhar. Anteriormente já tínhamos parado uns minutos nos arredores de Coruche para o pequeno-almoço, afinações mecânicas, deixar “lastro” e ligeira recuperação.
Em Mora encontrámo-nos esporadicamente com os outros Just4Funners e até partimos ao mesmo tempo, mas indo a navegar à vela, não tinha velocidade para acompanhar o “comboio” e fiquei para trás ainda no interior da localidade, seguindo num ritmo mais consentâneo com a (minha) realidade. O JP voltou a ficar para trás e fizemos o percurso até Montemor quase sempre sozinhos a uma velocidade que para mim era exigente, mas não esgotante, mas que para o JP era de passeio. Foi a parte que gostei mais do percurso, apesar de ser teoricamente a mais difícil. O ritmo permitiu apreciar as paisagens e o dia soberbo que estava e a estrada tinha muito pouco movimento.
Em Montemor voltámos a encontrar os outros no Posto de Controlo, mas repetiu-se a rotina quando voltámos a pedalar. À passagem por Vendas Novas decidimos não parar para a prometida bifana, porque a distância desde Montemor era pequena e ainda tínhamos muitos víveres. Optámos por parar na rotunda de Pegões, numa esplanada de onde foi muito difícil arrancarem-me. Estava um final de dia esplêndido e finalmente tinha conseguido sentar-me num local cómodo e com encosto, mas faltavam cerca de 50 km, pelo que lá tive de me fazer à estrada. Nesta paragem juntaram-se a nós o SD e o NMC, que vinha com um joelho a ameaçar falência e se via aflito para suportar as médias dos rodas finas.
Até ao final foi rolar a uma média ligeiramente abaixo dos 20 km/h, de modo a manter o grupo unido (ou pelo menos em linha de vista). Para o JP e SD ia muito lento, mas para mim (nesta altura) ia “no ponto”. Eu gosto é de rolar, mas estes quilómetros, quase sempre planos, foram algo massacrantes, dado que foram raras as vezes que não tivemos de pedalar.
A Recta do Cabo à noite foi uma experiência péssima, mas no final cumprimos o objectivo, mais de duas horas antes do fecho do controlo.
E pronto, para mim está feito o primeiro e último BRM deste ano. No meio da “overdose de adrenalina” falava com o JP sobre a possibilidade de conseguir fazer o de 300km, mas em Pegões já agradecia o facto de este calhar na data das 24h de Abrantes, não fosse dar-me uma coisinha ruim e inscrever-me. É que nessa altura, com cerca de 160 km feitos ainda faltariam outros 140 e não consigo imaginar como iria percorrê-los.
Boa sorte para quem continuar a saga, que me vai passar ao lado, mas o facto de termos concluído o primeiro BRM em Portugal já ninguém nos tira.
Just4Fun, mais uma vez na crista da onda ;-)"
2011-02-15
Massamá - Caldas -Coimbrão, 22 de Janeiro de 2011
Primeira grande deslocação Just4Fun de 2011.
Relatos do SD e do JB.
“No sábado, tal como previsto, 3 Just4Fun’s saíram de casa pela madrugada para cumprir o Massamá-Caldas da Rainha (SD e JP) e ainda o Campo Pequeno – Coimbrão (JB).
O ponto de encontro foi à minha porta, em Massamá. Pelas 7:15 da manhã, estavam 4.4ºC e uma ventania… do caraças!
Às 6:36 o JB enviou-me um SMS a dizer que acabara de sair de Lisboa e pouco depois telefona-me o JP a ver como paravam as modas. Parece que estava frio e vento no Mucifal. É claro que era para ir, meu amigo!
O NC (Nuno Costa) era para ter seguido viagem connosco mas a má disposição que se arrastara desde a noite anterior fê-lo meter-se no carro e ir para casa. Ainda assim, gabo-lhe o sacrifício de ter saído de casa equipado para se pôr ao caminho.
O frio que se fazia sentir era de facto muito e mesmo com todos os agasalhos, a coisa estava fresca. O vento forte ajudava à maior sensação de frio e as rajadas também fortes varriam-nos no alcatrão. Lá seguimos até Torres Vedras onde fizemos a primeira paragem, num cafezinho que eu já conhecia e onde se comem umas bolas com creme muito boas! À saída de Torres Vedras, o amigo JB, que de nós todos era o menos agasalhado, quis passar pela Motovedras para comprar uma roupinha. Eles não resistem às lojas Specialized! De qualquer das maneiras a Motovedras terá mudado de localização desde a última vez que lá estive e o JB decidiu não perder tempo e seguir viagem.
A paragem final para mim e para o JP era nas Caldas-da-Rainha, onde fizemos nova paragem numa cafetaria bem pertinho da estação dos comboios. Tínhamos cerca de 95km. O amigo JB ainda tinha muitos quilómetros pela frente e foi num café que nos despedimos dele. Enquanto o JB seguia sozinho para o Coimbrão, eu e o JP apanhávamos o comboio regional com destino a Mira-Sintra onde chegaríamos por volta das 15:50. Seguimos então viagem os 2 até Massamá, onde 20 minutos depois chegávamos ainda com muito frio e muito vento.
Durante essa tarde, falei com o amigo JB que me disse ter chegado bem a casa. É um artista, este jovem! Tenham cuidado com os desafios que lançam a este rapaz pois ele é dos (poucos) que nunca se nega! Parabéns amigo e voltaste a chegar em 3º porque eu e o JP chegámos primeiro a casa!
SD”
“Frio, muito frio....vento, Muito vento foi o que São Pedro nos ofereceu no sábado. Nem o sobrinho lhe consegue dar as voltas :)
A etapa começou às 6.45 no Campo Pequeno e às 7.15 em Massamá. SD, JP e eu lá fomos em direcção a norte. Eu para o Coimbrão, o SD e o JP para as Caldas da Rainha.
Até Torres Vedras, onde fizemos a primeira paragem, o vento era por vezes muito forte e o frio esteve sempre presente, logo as mãos, os pés e a cara estiveram sempre gelados. Ao sair de casa pensei que levava equipamento suficientemente quente, mas com as imensas rajadas de vento apercebi-me que devia ter levado mais qualquer coisa. Em Torres Vedras tentei comprar algo mais quente, mas a loja de triciclos que lá há, tinha-se mudado para outro local. Sendo assim poupei uns trocos e até fiquei melhor servido :))))
Depois de Torres lá seguimos em direcção às Caldas. Aqui o tempo começou a melhorar e por volta das 13:00 já estávamos ao pé da estação. SD e JP lá ficaram à espera do comboio e eu lá segui em direcção ao Coimbrão. Obrigado JP e SD pela excelente companhia, sem vocês não chegaria a casa. A partir daqui segui viagem sozinho.
O percurso até à Nazaré faz-se bem, mas quando se chega à entrada da vila, há uma subida.... Como fui pela ciclovia que liga o Sitio da Nazaré à Praia do Pedrogão (esta praia fica a apenas 5 km do Coimbrão), lá tive que fazer os cerca de 4 kms da subida. Aqui já tive calor :)))
Depois foi sempre a rolar na ciclovia, junto do mar e com um sol magnifico. Cheguei a casa por volta das 16.45 e no final tinha gasto 7200 calorias e feito 186 km e 30 metros lol.
Agora há que fazer a viagem de volta um dia destes :))))
A etapa começou às 6.45 no Campo Pequeno e às 7.15 em Massamá. SD, JP e eu lá fomos em direcção a norte. Eu para o Coimbrão, o SD e o JP para as Caldas da Rainha.
Até Torres Vedras, onde fizemos a primeira paragem, o vento era por vezes muito forte e o frio esteve sempre presente, logo as mãos, os pés e a cara estiveram sempre gelados. Ao sair de casa pensei que levava equipamento suficientemente quente, mas com as imensas rajadas de vento apercebi-me que devia ter levado mais qualquer coisa. Em Torres Vedras tentei comprar algo mais quente, mas a loja de triciclos que lá há, tinha-se mudado para outro local. Sendo assim poupei uns trocos e até fiquei melhor servido :))))
Depois de Torres lá seguimos em direcção às Caldas. Aqui o tempo começou a melhorar e por volta das 13:00 já estávamos ao pé da estação. SD e JP lá ficaram à espera do comboio e eu lá segui em direcção ao Coimbrão. Obrigado JP e SD pela excelente companhia, sem vocês não chegaria a casa. A partir daqui segui viagem sozinho.
O percurso até à Nazaré faz-se bem, mas quando se chega à entrada da vila, há uma subida.... Como fui pela ciclovia que liga o Sitio da Nazaré à Praia do Pedrogão (esta praia fica a apenas 5 km do Coimbrão), lá tive que fazer os cerca de 4 kms da subida. Aqui já tive calor :)))
Depois foi sempre a rolar na ciclovia, junto do mar e com um sol magnifico. Cheguei a casa por volta das 16.45 e no final tinha gasto 7200 calorias e feito 186 km e 30 metros lol.
Agora há que fazer a viagem de volta um dia destes :))))
JB”
2010-12-15
Tróia-Sagres - 11 de Dezembro de 2010
Pois é... depois de longa ausência bloguística, eis de volta os Just4Fun e logo com cinco relatórios detalhados sobre as respectivas participações no Tróia-Sagres 2010.
Para imprimir e ler antes de dormir, que não há pachorra para ler tanta letrinha junta na pantalha :-)
Relato do SD:
“Missão comprida e cumprida. :-)
A ideia de um Just4Fun maluco qualquer de fazer a dobradinha foi cumprida com êxito e ainda conseguiu arrastar mais 3…
No sábado lá saí de casa às 5:30 AM e às 6:00 AM já estava a rolar com o amigo PL a caminho da estação de comboios de Campolide. No início da ciclovia paralela à Radial de Benfica, o rapaz tem um furo o que por momentos nos fez pensar que talvez não conseguíssemos apanhar o comboio a horas mas uma operação rápida sobre o pneu cortado pelo vidro à maneira de um pitstop da Formula 1, permitiu-nos chegar ainda com 5 minutos de antecedência à estação. No comboio, tal como combinado, encontrámos o JB e o RF que trazia um amigo. Juntou-se-nos ainda um outro rapaz que estava sozinho e assim o nosso grupo era constituído à partida por 6 elementos.
Começámos a rolar em Tróia pelas 8:25 AM. Sem chuva, sem frio, apenas com algum vento. No fim, houve quem se queixasse do vento contra mas sinceramente, a minha fasquia das adversidades nesta travessia foi tão elevada há 2 anos atrás quando fizemos 8 horas debaixo de um temporal imenso que o vento de sábado me sabia a brisa do mar. Começámos a rolar e tentámo-nos organizar em esquema de rotação ao último, quilómetro a quilómetro mas acabámos por desistir, pois este trabalho não funcionou em pleno no nosso grupo. Para trás foi ficando o amigo do RF que mais tarde viria a desistir e ía ficando também o Vítor, o tal elemento que conhecemos no comboio.
O nosso grupo continuava então com 4 elementos – SD, PL, RF, JB mas a falta de treino do amigo PL começou a condicionar o seu andamento e acabou mesmo por entrar em modo económico, como ele diz. A determinada altura, o RF e o JB seguiram e eu fiz todo o resto de percurso com o PL. Com um ritmo que nos permitia pensar em chegar ao fim, seguimos comigo na sua frente tentado puxar um bocadinho ao mesmo tempo que pensava protegê-lo do vento, fazendo com que andasse na minha roda. Caiu a noite, acendemos as luzes e seguimos sempre, cumprindo o nosso objectivo de chegar ao posto de turismo de Sagres. Para o PL, a missão estava comprida e para mim, 50% estava feito. O ritmo mais comedido com que fiz o Tróia-Sagres, permitiu-me também gerir o esforço para o dia seguinte. Em Sagres, o JB já tinha chegado mas o RF não, pois tinha-se perdido e andado a inventar com o seu GPS. Diz o RF que acabou no LIDL de Vila do Bispo a comer chocolates e salames que nem um maluco, pois teve uma “quebra”. Cá para mim o desvio foi propositado… :-) O Vítor acabou por ser apanhado por mim e pelo PL em Vila do Bispo e seguimos juntos até Sagres. Estavam feitos 218km em 10h42m a andar e com uma média de 20,38 km/h.
Com a moral em alta, fomos para o nosso alojamento tomar um banho e sair para jantar. Fomos comer massa (claro!) ao restaurante Bossa Nova, aquele que na edição de 2004 serviu também a refeição no meu primeiro Tróia-Sagres, nesse ano comigo e o Artur Ribeiro a pedalar e o amigo PL ao volante do carro de apoio.
No domingo acordámos com chuva. Claro, uma travessia destas sem chuva, não é um Tróia-Sagres. Pequeno-almoço tomado na pastelaria em frente ao Posto de Turismo e pouco depois das 8:00 AM dávamos início ao nosso regresso. Boa disposição, moral alta, grupo equilibrado e muito bom andamento. No regresso participaram os amigos SD, RF, JB e TA. O Vítor optaria por apanhar um transporte para Lisboa. O Tiago no sábado foi com o JP que fez finalmente a sua estreia nestas andanças e foram com um outro grupo mas eles certamente descreveram a sua travessia.
Fazer Sagres-Tróia foi uma novidade pois as descidas convertem-se em subidas e as subidas em descidas e dei por mim muitas vezes a pensar… “olha, aqui também sobe.”. Eu não considero mais exigente o percurso ao contrário, até acho mais simples pois as dificuldades encontram-se maioritariamente no início (quando ainda se está “fresco”) sendo o resto do percurso mais rolante. E assim seguimos os 4 em comboio, sem vento, debaixo de chuva e com ritmos que a espaços chegavam a ultrapassar os 30km/h. Perto de Sines, numa paragem programada pensámos conseguir apanhar o Ferry das 17:50, contudo, um furo do TA na via rápida de Sines e posteriormente também um pequeno engano, fizeram-nos chegar ao barco com 4 minutos de atraso. O próximo barco era às 18:25. Entretanto aproveitámos as instalações sanitárias para trocarmos de roupa e secarmo-nos. Distribuímo-nos entre as casas de banho de homens, senhoras e deficientes, todas com secadores e mãos e ao fim de algum tempo conseguimos “rebentar” com o quadro eléctrico. Saímos de fininho e fomos para o barco.
Terminava assim o desafio deste grupo fantástico. No fim, todos estavam satisfeitos por esta exigente prova ter sido superada. Terminei com 419km, em 19:08m e uma média de 21:5 km/h.
Para o ano, acho que há mais! :-)
SD”
Relato do PL:
“Eu, de facto, comecei o dia a ver as coisas muito negras, mas em conjunto com o SD lá conseguimos reparar o furo a tempo do comboio. Já no comboio, quando me preparava para reparar a câmara, para servir de reserva, verifiquei que estava irrecuperável, de modo que inspeccionei os pneus para ver se tinham mais vidros (tinha mais um que não deve ter chegado ao interior), dei ar, mas não muito para não abrir o rasgão do pneu e “rezei” para que não tivesse mais nenhum furo.
Não ia muito descansado devido ao rasgão, que era uma zona sensível, e fui até Sagres a fugir das bermas sujas, para tentar evitar contactos com pedras e vidros, mas a coisa lá se fez.
Logo ao início verifiquei que não havia condições para bater tempos, de modo que tentei usufruir ao máximo da circulação em grupo para conseguir chegar ao final sem sofrer demais. Não há milagres e quando não nos preparamos, o corpo é que paga... Ainda para mais, este ano em autonomia levava uns quantos quilos a mais (além dos da barriga ;-) ), que bem se fizeram sentir tanto nas subidas como nas descidas ;-) . Infelizmente a diferença nas descidas não compensava a das subidas :-(
Destaco este ano o espírito Just4Fun que fez com que na maior parte do percurso fôssemos juntos, facilitando a deslocação (especialmente a minha) e agradeço ao SD que no breu da noite algarvia serviu de locomotiva privativa em partes complicadas e em especial na parte final do percurso. O JB esteve o dia todo com uma vontade enorme de ir na frente do pelotão a puxar e ficava triste quando tinham que ceder o lugar, de modo que a determinada altura foi melhor deixá-lo ir sem reclamar. Também nessa altura já não estava em condições de reclamar nada e se ele queria puxar, não era eu que o ia contrariar. Tenho consciência de lhes ter atrasado o ritmo, mas se calhar até lhes fiz um favor, dado que assim ficaram mais fresquinhos para o dia seguinte.
Ainda não consegui perceber como é que o RF se perdeu depois da Carrapateira, mas ele há-de explicar por certo. Agora o que eu vos digo é que comprovei que o Tofu e o Seitan são óptimos combustíveis para a pedalada.
Só foi pena este ano ter havido poucos participantes no Tróia-Sagres. Acho que foi mesmo o ano em que participou menos gente desde que eu lá vou.
Por sorte e coincidência, na mesma altura devia estar a decorrer uma etapa da Volta ao Alentejo, o que sempre ajudou a animar o percurso com as esqueléticas bicicletas de estrada e os pelotões numerosos a passarem quais comboios a velocidades que até fazem vento.
Está cumprido mais um ano e desta vez em autonomia, que é mais uma novidade para mim.
Depois do “Miraflores-Sagres”, faltava o “Miraflores-Sagres em autonomia e sem treino”, que agora cumpri.
Quero ver se no próximo ano treino mais, para sofrer menos, mas como isto tem vindo sempre a piorar, tenho as minhas dúvidas. Logo se verá...
PL”
Relato do JB:
“Lisboa-Setúbal (comboio)
Setúbal-Tróia (barco)
Tróia-Sagres (bicicleta)
Este fim-de-semana foi uma completa aventura. Adoro quando sou "picado" para este tipo de aventuras :-)
O dia de sábado começou bem cedo. Às 6.42, marquei presença na estação de Roma-Areeiro que fica a 2 passos de casa. Quando entro no comboio há um ciclista, de seu nome Vítor que mete conversa. Ele tinha sido "abandonado" pelos seus amigos e estava sozinho para fazer o percurso até Sagres. Entre dois dedos de conversa, aparece o RF e o seu amigo André e depois mais uma estação e aparecem o SD e o PL.
Chegámos a Tróia por volta das 8.30 e começámos logo a pedalar. Nos primeiros kms tentámos formar um pequeno pelotão e fomos rodando na frente. Como estava bem e sem querer, às vezes pedalava com um ritmo mais elevado até que a uma certa altura decidi arriscar e lá fui.... Fiz uma paragem na "taberna",em Saint Tropez (São Torpes) e fiquei à espera do resto da malta. RF, PL, e SD também pararam e depois lá fomos nós todos em grupo até à segunda paragem, desta vez na "taberna" da Fataca e aí aproveitei para beber uma rapidinha (uma mini). Ao fim de alguns minutos e depois do PL fazer a sua chamada da cabine telefónica lá seguimos em direcção a Sul.
Esta parte do percurso foi a mais complicada pois o vento estava contra, o que dificultou o nosso andamento. Aqui apareceu a subida de Odeceixe, mas onde tive maior dificuldade foi ali para os lados do Rogil, onde o vento se fez sentir com maior intensidade. Nessa altura ia eu e o RF, enquanto o PL e SD vinham mais atrás.
Nova paragem, desta vez nas bombas de Aljezur. Esperámos pelo resto do pessoal e entretanto aparece o nosso amigo mais recente, o Vítor. Passados alguns minutos seguimos todos para a última fase....Entre subidas, descidas e apesar de ter consciência que tinha de regressar de bicicleta no dia seguinte, lá segui ao meu ritmo. O PL, seguia a roda do SD, seu "guarda-costas" e não havia duvidas que o PL com o seu espírito de guerreiro ia chegar ao fim, o RF vinha na companhia do Vítor e assim sendo lá fui ao meu ritmo mas as costas já começavam a dar sinais de cansaço e queria terminar o mais depressa possível.
Os últimos 20 kms ainda aproveitei para dar ânimo a uma ciclista (Mónica) que já vinha em perda. Era a sua segunda travessia, a primeira tinha desistido em Aljezur...é fantástico ver as mulheres nestas travessias o que só prova que isto também é para elas :-) .
Cheguei a Sagres e lá cumpri a minha tradição. Fui à colectividade da vila, beber uma Super Bock.
Depois de dois dedos de conversa com a mulher do PL, que estava super informada sobre estas travessias, confirmou que nós éramos todos "malucos"...O PL pela falta de treinos e os outros por fazerem o regresso no dia a seguir. :-)
Entre abraços, chegadas e partidas lá fomos conhecer a simpática D. Lucinda e os seus 2 braços partidos.
Depois de um banho bem quente e graças ao SD, fomos jantar ao melhor restaurante italiano de Sagres. Ainda tivemos o prazer de encontrar o JP (sim ele esteve em Sagres!!!!) e o TA, o outro J4F "maluco" para o pelotão do dia seguinte.
Sagres-Tróia (bicicleta)
Tróia-Setúbal (barco)
Setúbal-Lisboa (comboio)
E o dia a pedalar começou por volta das 8. Fiquei logo preocupado, pois aquele tempo de chuva fez-me lembrar a minha 1ª travessia...
Na companhia do TA, RF e SD lá fomos percorrendo os kms debaixo de alguma chuva. Ao fim de 2 horas fizemos a 1 paragem em Aljezur para beber um café e comer qualquer coisa. A chuva continuava, as poças de água na estrada eram mais que muitas e os pés começavam a dar sinais de estarem a congelar.
Depois da subida de Aljezur, a chuva abrandou e parou o que ajudou a que os pés começassem a descongelar bem como as mãos. Por entre apitos de incentivo, boa disposição e um ritmo bastante elevado lá fizemos nova paragem na taberna de Fataca para comer umas sandes.
O tempo apesar de cinzento, lá se conseguiu aguentar até Saint Tropez (São Torpes), onde aproveitámos para tirar umas fotos e comer qualquer coisa. Faltavam aproximadamente 75 km para o final e lá fomos nós e eis que um furo nos fez parar novamente. Depois do TA trocar a câmara da sua fininha a chuva reaparece em força, talvez por isso nos tenhamos enganado no percurso e percorrido mais 5 km. Só parou de chover quando faltavam cerca de 30 km para o final o que ajudou bastante, pois já estava a ter as mãos dormentes, pois as minhas luvas não eram as adequadas para este tipo de clima.
Comprámos os bilhetes e fomos direitinhos às casas de banho para trocar de roupa e uma vez que havia secadores aproveitámos para secar a roupa. Ao final de alguns bons minutos conseguimos "rebentar" com o quadro eléctrico.
18:25 lá estava o ferry à nossa espera em direcção a Setúbal. O SD foi de carro com o TA e eu e o RF tivemos de fazer um sprint, pois só tínhamos meia dúzia de minutos até chegar à estação. O sprint valeu a pena e lá seguimos viagem para estação de partida.
Foi estranho fazer o percurso no sentido inverso. Adorei fazer as descidas da Carrapateira e de Odeceixe :-) :-).
Foi um fim-de-semana com muitas pedaladas com uma amizade e um espírito de grupo FANTÁSTICO.
JB”
Relato do RF:
“Depois destes relatos tão bem detalhados não há muito por adiantar do que tentar esclarecer onde mudei a rota. http://connect.garmin.com/player/59611456
Estive a ver melhor a minha rota e ao que parece o meu GPS deve ter alguma característica que detecta a falta de energia e redirecciona para o local de abastecimento mais próximo... LIDL :D
Segundo a rota do GPS, eu fiz a estrada correcta da Carrapateira até Sagres mas por algum motivo eu fui parar a uma zona residencial em Vila do Bispo onde encontrei um belíssimo "LIDER". Ainda me lembro do Pai Natal em chocolate que vi assim que entrei nessa bela unidade.
Neste local estive parado uns bons 25 min. a encher-me de guloseimas, frutas e petiscos, dei por mim sentado na porta do LIDL a beber um Red-Bull acompanhado duma boa fatia de salame-de-chocolate.
Depois disso segui a Sagres por um caminho género ciclovia sem iluminação que passava paralela a estrada principal. Onde encontrei o resto do pessoal com um grande sorriso na cara.
Ainda encontramos o JP todo sorridente, que estava já a preparar para abalar para casa.
Não foi um percurso fácil, nem estava assim tão treinado para tal aventura e por momentos ainda pensei em desistir da volta de regresso... Mas a companhia, o reumon gel do TA, as sandes de Halibut e os 3 jarros de Sangria fizeram-me ganhar forças para o dia seguinte.
Felizmente correu tudo bem, Sem acidentes ou grandes incidentes (apenas houve uma pequena queda ao sair do Ferry já no regresso a casa, que originou um momento de risada comigo e o JB).
Espero que para o ano haja mais e com mais participantes.
Quem não fizer o regresso tem de fazer o transporte da Santinha até Sagres. (esta é só para quem foi este ano) :P
RF”
Relato do JP:
“Triiiiiimmmm.... 04h20m da matina, ele fora da cama que havia uma etapa longa pela frente! O objectivo era apanhar o barco das 06h45m em Setúbal e isso implicou apenas escassas 4 horas de sono...
(As coisas tiveram de ser assim, pois a minha tardia decisão em ir, apenas no dia 8 e a escassos 3 dias do evento, fez com que tivesse de andar à procura de boleia de regresso a Lisboa.
Como tal, depois de conversar ao telefone com o PL e o SD, inteirando-me de como seriam os respectivos regressos, recorri ao nosso amigo Pedro Cravo, que alguns conhecerão, que me assegurou apenas na 5ª feira que poderia regressar com eles. Ele sairia de casa, juntamente com o nosso também conhecido David Portelada (o homem das filmagens). A única questão que me saía um pouco fora do imaginado seriam os horários previstos pelo grupo que acabei por integrar. Assim, apanhou-se o barco em Setúbal 1h e 10m antes dos restantes just4fun. Dado que a minha mochila e os meus mantimentos seguiam a bordo do carro de apoio que nos ia acompanhar, não poderia esperar.
Para além disso, também haveria ainda a questão da eventual chegada a Sagres um pouco antes do nosso grupo e obrigá-los a ficarem ali à minha espera. Agora sei que não haveria problema, pois o grupo que integrei acabou por ainda jantar em Sagres.
Findo o jantar ainda tive a oportunidade de ir cumprimentar os nossos heróis que já de barriguinha cheia se mentalizavam para o regresso no dia seguinte! Desde já os meus parabéns aos BRAVOS DO PELOTÃO! :)
Recomeçando o relato, assim que o barco parou em Tróia, seriam cerca das 7 e picos... fomos ter a casa de um outro elemento do grupo, onde tinham pernoitado mais uns quantos elementos. Ou seja, à partida éramos 11 e começámos a pedalar precisamente às 07h45m rumo a Sagres.
O ritmo não foi de todo elevado, à excepção da passagem de um grupo grande de ciclistas de estrada que alguns de nós decidiram aproveitar a boleia. Felizmente não foram muito os kms, talvez uns 10/15 kms. O discernimento fez com que se abortasse a ideia rapidamente e retomássemos o andamento variado do grupo.
As nossas paragens foram de 50 em 50 kms, sensivelmente, acrescidas de mais uma ou outra para café. Houve ainda um furo do nosso amigo TA já após a passagem por Aljezur. Todas estas paragens acabaram por retirar um pouco o ritmo e custar-me um pouco mais de cada vez que precisava de recomeçar.
Com o passar dos kms houve ainda umas 3 desistências e tiveram de passar ao veículo de apoio. Ainda assim, os restantes mantiveram-se unidos até São Teotónio. Aí houve separação de alguns elementos e seguimos apenas 6 juntos até à Carrapateira onde a famosa subida fez das suas!... Começando por mim, que nos primeiros 200 metros comecei a sentir uma dor no gémeo esquerdo que ameaçava prender com uma cãibra. Tive de diminuir um pouco o ritmo até cerca de metade da subida, onde a partir daí comecei novamente a sentir-me bem e voltei ao andamento anterior. Como consequência disso, tive de prosseguir sozinho durante os últimos 25 kms que me levaram até ao centro de Sagres.
Assim, chegado a Sagres um pouquinho antes das 18h, tinha qualquer coisa como 200,11 kms. Com um total de 8h 22m 15s a andar a uma média de cerca de 24 kms/h, mas para um total de 10h e 10m depois da saída de Tróia. Ora, é por isso que acho que mais de 1h 45m no total de paragens é demasiado tempo perdido, com as consequentes dificuldades em retomar ritmo.
E pronto, desculpem lá mais uma vez estes meus longos relatos, mas já sabem que não consigo abreviar muito a coisa! rsrsrs
JP"
Para imprimir e ler antes de dormir, que não há pachorra para ler tanta letrinha junta na pantalha :-)
Relato do SD:
“Missão comprida e cumprida. :-)
A ideia de um Just4Fun maluco qualquer de fazer a dobradinha foi cumprida com êxito e ainda conseguiu arrastar mais 3…
No sábado lá saí de casa às 5:30 AM e às 6:00 AM já estava a rolar com o amigo PL a caminho da estação de comboios de Campolide. No início da ciclovia paralela à Radial de Benfica, o rapaz tem um furo o que por momentos nos fez pensar que talvez não conseguíssemos apanhar o comboio a horas mas uma operação rápida sobre o pneu cortado pelo vidro à maneira de um pitstop da Formula 1, permitiu-nos chegar ainda com 5 minutos de antecedência à estação. No comboio, tal como combinado, encontrámos o JB e o RF que trazia um amigo. Juntou-se-nos ainda um outro rapaz que estava sozinho e assim o nosso grupo era constituído à partida por 6 elementos.
Começámos a rolar em Tróia pelas 8:25 AM. Sem chuva, sem frio, apenas com algum vento. No fim, houve quem se queixasse do vento contra mas sinceramente, a minha fasquia das adversidades nesta travessia foi tão elevada há 2 anos atrás quando fizemos 8 horas debaixo de um temporal imenso que o vento de sábado me sabia a brisa do mar. Começámos a rolar e tentámo-nos organizar em esquema de rotação ao último, quilómetro a quilómetro mas acabámos por desistir, pois este trabalho não funcionou em pleno no nosso grupo. Para trás foi ficando o amigo do RF que mais tarde viria a desistir e ía ficando também o Vítor, o tal elemento que conhecemos no comboio.
O nosso grupo continuava então com 4 elementos – SD, PL, RF, JB mas a falta de treino do amigo PL começou a condicionar o seu andamento e acabou mesmo por entrar em modo económico, como ele diz. A determinada altura, o RF e o JB seguiram e eu fiz todo o resto de percurso com o PL. Com um ritmo que nos permitia pensar em chegar ao fim, seguimos comigo na sua frente tentado puxar um bocadinho ao mesmo tempo que pensava protegê-lo do vento, fazendo com que andasse na minha roda. Caiu a noite, acendemos as luzes e seguimos sempre, cumprindo o nosso objectivo de chegar ao posto de turismo de Sagres. Para o PL, a missão estava comprida e para mim, 50% estava feito. O ritmo mais comedido com que fiz o Tróia-Sagres, permitiu-me também gerir o esforço para o dia seguinte. Em Sagres, o JB já tinha chegado mas o RF não, pois tinha-se perdido e andado a inventar com o seu GPS. Diz o RF que acabou no LIDL de Vila do Bispo a comer chocolates e salames que nem um maluco, pois teve uma “quebra”. Cá para mim o desvio foi propositado… :-) O Vítor acabou por ser apanhado por mim e pelo PL em Vila do Bispo e seguimos juntos até Sagres. Estavam feitos 218km em 10h42m a andar e com uma média de 20,38 km/h.
Com a moral em alta, fomos para o nosso alojamento tomar um banho e sair para jantar. Fomos comer massa (claro!) ao restaurante Bossa Nova, aquele que na edição de 2004 serviu também a refeição no meu primeiro Tróia-Sagres, nesse ano comigo e o Artur Ribeiro a pedalar e o amigo PL ao volante do carro de apoio.
No domingo acordámos com chuva. Claro, uma travessia destas sem chuva, não é um Tróia-Sagres. Pequeno-almoço tomado na pastelaria em frente ao Posto de Turismo e pouco depois das 8:00 AM dávamos início ao nosso regresso. Boa disposição, moral alta, grupo equilibrado e muito bom andamento. No regresso participaram os amigos SD, RF, JB e TA. O Vítor optaria por apanhar um transporte para Lisboa. O Tiago no sábado foi com o JP que fez finalmente a sua estreia nestas andanças e foram com um outro grupo mas eles certamente descreveram a sua travessia.
Fazer Sagres-Tróia foi uma novidade pois as descidas convertem-se em subidas e as subidas em descidas e dei por mim muitas vezes a pensar… “olha, aqui também sobe.”. Eu não considero mais exigente o percurso ao contrário, até acho mais simples pois as dificuldades encontram-se maioritariamente no início (quando ainda se está “fresco”) sendo o resto do percurso mais rolante. E assim seguimos os 4 em comboio, sem vento, debaixo de chuva e com ritmos que a espaços chegavam a ultrapassar os 30km/h. Perto de Sines, numa paragem programada pensámos conseguir apanhar o Ferry das 17:50, contudo, um furo do TA na via rápida de Sines e posteriormente também um pequeno engano, fizeram-nos chegar ao barco com 4 minutos de atraso. O próximo barco era às 18:25. Entretanto aproveitámos as instalações sanitárias para trocarmos de roupa e secarmo-nos. Distribuímo-nos entre as casas de banho de homens, senhoras e deficientes, todas com secadores e mãos e ao fim de algum tempo conseguimos “rebentar” com o quadro eléctrico. Saímos de fininho e fomos para o barco.
Terminava assim o desafio deste grupo fantástico. No fim, todos estavam satisfeitos por esta exigente prova ter sido superada. Terminei com 419km, em 19:08m e uma média de 21:5 km/h.
Para o ano, acho que há mais! :-)
SD”
Relato do PL:
“Eu, de facto, comecei o dia a ver as coisas muito negras, mas em conjunto com o SD lá conseguimos reparar o furo a tempo do comboio. Já no comboio, quando me preparava para reparar a câmara, para servir de reserva, verifiquei que estava irrecuperável, de modo que inspeccionei os pneus para ver se tinham mais vidros (tinha mais um que não deve ter chegado ao interior), dei ar, mas não muito para não abrir o rasgão do pneu e “rezei” para que não tivesse mais nenhum furo.
Não ia muito descansado devido ao rasgão, que era uma zona sensível, e fui até Sagres a fugir das bermas sujas, para tentar evitar contactos com pedras e vidros, mas a coisa lá se fez.
Logo ao início verifiquei que não havia condições para bater tempos, de modo que tentei usufruir ao máximo da circulação em grupo para conseguir chegar ao final sem sofrer demais. Não há milagres e quando não nos preparamos, o corpo é que paga... Ainda para mais, este ano em autonomia levava uns quantos quilos a mais (além dos da barriga ;-) ), que bem se fizeram sentir tanto nas subidas como nas descidas ;-) . Infelizmente a diferença nas descidas não compensava a das subidas :-(
Destaco este ano o espírito Just4Fun que fez com que na maior parte do percurso fôssemos juntos, facilitando a deslocação (especialmente a minha) e agradeço ao SD que no breu da noite algarvia serviu de locomotiva privativa em partes complicadas e em especial na parte final do percurso. O JB esteve o dia todo com uma vontade enorme de ir na frente do pelotão a puxar e ficava triste quando tinham que ceder o lugar, de modo que a determinada altura foi melhor deixá-lo ir sem reclamar. Também nessa altura já não estava em condições de reclamar nada e se ele queria puxar, não era eu que o ia contrariar. Tenho consciência de lhes ter atrasado o ritmo, mas se calhar até lhes fiz um favor, dado que assim ficaram mais fresquinhos para o dia seguinte.
Ainda não consegui perceber como é que o RF se perdeu depois da Carrapateira, mas ele há-de explicar por certo. Agora o que eu vos digo é que comprovei que o Tofu e o Seitan são óptimos combustíveis para a pedalada.
Só foi pena este ano ter havido poucos participantes no Tróia-Sagres. Acho que foi mesmo o ano em que participou menos gente desde que eu lá vou.
Por sorte e coincidência, na mesma altura devia estar a decorrer uma etapa da Volta ao Alentejo, o que sempre ajudou a animar o percurso com as esqueléticas bicicletas de estrada e os pelotões numerosos a passarem quais comboios a velocidades que até fazem vento.
Está cumprido mais um ano e desta vez em autonomia, que é mais uma novidade para mim.
Depois do “Miraflores-Sagres”, faltava o “Miraflores-Sagres em autonomia e sem treino”, que agora cumpri.
Quero ver se no próximo ano treino mais, para sofrer menos, mas como isto tem vindo sempre a piorar, tenho as minhas dúvidas. Logo se verá...
PL”
Relato do JB:
“Lisboa-Setúbal (comboio)
Setúbal-Tróia (barco)
Tróia-Sagres (bicicleta)
Este fim-de-semana foi uma completa aventura. Adoro quando sou "picado" para este tipo de aventuras :-)
O dia de sábado começou bem cedo. Às 6.42, marquei presença na estação de Roma-Areeiro que fica a 2 passos de casa. Quando entro no comboio há um ciclista, de seu nome Vítor que mete conversa. Ele tinha sido "abandonado" pelos seus amigos e estava sozinho para fazer o percurso até Sagres. Entre dois dedos de conversa, aparece o RF e o seu amigo André e depois mais uma estação e aparecem o SD e o PL.
Chegámos a Tróia por volta das 8.30 e começámos logo a pedalar. Nos primeiros kms tentámos formar um pequeno pelotão e fomos rodando na frente. Como estava bem e sem querer, às vezes pedalava com um ritmo mais elevado até que a uma certa altura decidi arriscar e lá fui.... Fiz uma paragem na "taberna",em Saint Tropez (São Torpes) e fiquei à espera do resto da malta. RF, PL, e SD também pararam e depois lá fomos nós todos em grupo até à segunda paragem, desta vez na "taberna" da Fataca e aí aproveitei para beber uma rapidinha (uma mini). Ao fim de alguns minutos e depois do PL fazer a sua chamada da cabine telefónica lá seguimos em direcção a Sul.
Esta parte do percurso foi a mais complicada pois o vento estava contra, o que dificultou o nosso andamento. Aqui apareceu a subida de Odeceixe, mas onde tive maior dificuldade foi ali para os lados do Rogil, onde o vento se fez sentir com maior intensidade. Nessa altura ia eu e o RF, enquanto o PL e SD vinham mais atrás.
Nova paragem, desta vez nas bombas de Aljezur. Esperámos pelo resto do pessoal e entretanto aparece o nosso amigo mais recente, o Vítor. Passados alguns minutos seguimos todos para a última fase....Entre subidas, descidas e apesar de ter consciência que tinha de regressar de bicicleta no dia seguinte, lá segui ao meu ritmo. O PL, seguia a roda do SD, seu "guarda-costas" e não havia duvidas que o PL com o seu espírito de guerreiro ia chegar ao fim, o RF vinha na companhia do Vítor e assim sendo lá fui ao meu ritmo mas as costas já começavam a dar sinais de cansaço e queria terminar o mais depressa possível.
Os últimos 20 kms ainda aproveitei para dar ânimo a uma ciclista (Mónica) que já vinha em perda. Era a sua segunda travessia, a primeira tinha desistido em Aljezur...é fantástico ver as mulheres nestas travessias o que só prova que isto também é para elas :-) .
Cheguei a Sagres e lá cumpri a minha tradição. Fui à colectividade da vila, beber uma Super Bock.
Depois de dois dedos de conversa com a mulher do PL, que estava super informada sobre estas travessias, confirmou que nós éramos todos "malucos"...O PL pela falta de treinos e os outros por fazerem o regresso no dia a seguir. :-)
Entre abraços, chegadas e partidas lá fomos conhecer a simpática D. Lucinda e os seus 2 braços partidos.
Depois de um banho bem quente e graças ao SD, fomos jantar ao melhor restaurante italiano de Sagres. Ainda tivemos o prazer de encontrar o JP (sim ele esteve em Sagres!!!!) e o TA, o outro J4F "maluco" para o pelotão do dia seguinte.
Sagres-Tróia (bicicleta)
Tróia-Setúbal (barco)
Setúbal-Lisboa (comboio)
E o dia a pedalar começou por volta das 8. Fiquei logo preocupado, pois aquele tempo de chuva fez-me lembrar a minha 1ª travessia...
Na companhia do TA, RF e SD lá fomos percorrendo os kms debaixo de alguma chuva. Ao fim de 2 horas fizemos a 1 paragem em Aljezur para beber um café e comer qualquer coisa. A chuva continuava, as poças de água na estrada eram mais que muitas e os pés começavam a dar sinais de estarem a congelar.
Depois da subida de Aljezur, a chuva abrandou e parou o que ajudou a que os pés começassem a descongelar bem como as mãos. Por entre apitos de incentivo, boa disposição e um ritmo bastante elevado lá fizemos nova paragem na taberna de Fataca para comer umas sandes.
O tempo apesar de cinzento, lá se conseguiu aguentar até Saint Tropez (São Torpes), onde aproveitámos para tirar umas fotos e comer qualquer coisa. Faltavam aproximadamente 75 km para o final e lá fomos nós e eis que um furo nos fez parar novamente. Depois do TA trocar a câmara da sua fininha a chuva reaparece em força, talvez por isso nos tenhamos enganado no percurso e percorrido mais 5 km. Só parou de chover quando faltavam cerca de 30 km para o final o que ajudou bastante, pois já estava a ter as mãos dormentes, pois as minhas luvas não eram as adequadas para este tipo de clima.
Comprámos os bilhetes e fomos direitinhos às casas de banho para trocar de roupa e uma vez que havia secadores aproveitámos para secar a roupa. Ao final de alguns bons minutos conseguimos "rebentar" com o quadro eléctrico.
18:25 lá estava o ferry à nossa espera em direcção a Setúbal. O SD foi de carro com o TA e eu e o RF tivemos de fazer um sprint, pois só tínhamos meia dúzia de minutos até chegar à estação. O sprint valeu a pena e lá seguimos viagem para estação de partida.
Foi estranho fazer o percurso no sentido inverso. Adorei fazer as descidas da Carrapateira e de Odeceixe :-) :-).
Foi um fim-de-semana com muitas pedaladas com uma amizade e um espírito de grupo FANTÁSTICO.
JB”
Relato do RF:
“Depois destes relatos tão bem detalhados não há muito por adiantar do que tentar esclarecer onde mudei a rota. http://connect.garmin.com/player/59611456
Estive a ver melhor a minha rota e ao que parece o meu GPS deve ter alguma característica que detecta a falta de energia e redirecciona para o local de abastecimento mais próximo... LIDL :D
Segundo a rota do GPS, eu fiz a estrada correcta da Carrapateira até Sagres mas por algum motivo eu fui parar a uma zona residencial em Vila do Bispo onde encontrei um belíssimo "LIDER". Ainda me lembro do Pai Natal em chocolate que vi assim que entrei nessa bela unidade.
Neste local estive parado uns bons 25 min. a encher-me de guloseimas, frutas e petiscos, dei por mim sentado na porta do LIDL a beber um Red-Bull acompanhado duma boa fatia de salame-de-chocolate.
Depois disso segui a Sagres por um caminho género ciclovia sem iluminação que passava paralela a estrada principal. Onde encontrei o resto do pessoal com um grande sorriso na cara.
Ainda encontramos o JP todo sorridente, que estava já a preparar para abalar para casa.
Não foi um percurso fácil, nem estava assim tão treinado para tal aventura e por momentos ainda pensei em desistir da volta de regresso... Mas a companhia, o reumon gel do TA, as sandes de Halibut e os 3 jarros de Sangria fizeram-me ganhar forças para o dia seguinte.
Felizmente correu tudo bem, Sem acidentes ou grandes incidentes (apenas houve uma pequena queda ao sair do Ferry já no regresso a casa, que originou um momento de risada comigo e o JB).
Espero que para o ano haja mais e com mais participantes.
Quem não fizer o regresso tem de fazer o transporte da Santinha até Sagres. (esta é só para quem foi este ano) :P
RF”
Relato do JP:
“Triiiiiimmmm.... 04h20m da matina, ele fora da cama que havia uma etapa longa pela frente! O objectivo era apanhar o barco das 06h45m em Setúbal e isso implicou apenas escassas 4 horas de sono...
(As coisas tiveram de ser assim, pois a minha tardia decisão em ir, apenas no dia 8 e a escassos 3 dias do evento, fez com que tivesse de andar à procura de boleia de regresso a Lisboa.
Como tal, depois de conversar ao telefone com o PL e o SD, inteirando-me de como seriam os respectivos regressos, recorri ao nosso amigo Pedro Cravo, que alguns conhecerão, que me assegurou apenas na 5ª feira que poderia regressar com eles. Ele sairia de casa, juntamente com o nosso também conhecido David Portelada (o homem das filmagens). A única questão que me saía um pouco fora do imaginado seriam os horários previstos pelo grupo que acabei por integrar. Assim, apanhou-se o barco em Setúbal 1h e 10m antes dos restantes just4fun. Dado que a minha mochila e os meus mantimentos seguiam a bordo do carro de apoio que nos ia acompanhar, não poderia esperar.
Para além disso, também haveria ainda a questão da eventual chegada a Sagres um pouco antes do nosso grupo e obrigá-los a ficarem ali à minha espera. Agora sei que não haveria problema, pois o grupo que integrei acabou por ainda jantar em Sagres.
Findo o jantar ainda tive a oportunidade de ir cumprimentar os nossos heróis que já de barriguinha cheia se mentalizavam para o regresso no dia seguinte! Desde já os meus parabéns aos BRAVOS DO PELOTÃO! :)
Recomeçando o relato, assim que o barco parou em Tróia, seriam cerca das 7 e picos... fomos ter a casa de um outro elemento do grupo, onde tinham pernoitado mais uns quantos elementos. Ou seja, à partida éramos 11 e começámos a pedalar precisamente às 07h45m rumo a Sagres.
O ritmo não foi de todo elevado, à excepção da passagem de um grupo grande de ciclistas de estrada que alguns de nós decidiram aproveitar a boleia. Felizmente não foram muito os kms, talvez uns 10/15 kms. O discernimento fez com que se abortasse a ideia rapidamente e retomássemos o andamento variado do grupo.
As nossas paragens foram de 50 em 50 kms, sensivelmente, acrescidas de mais uma ou outra para café. Houve ainda um furo do nosso amigo TA já após a passagem por Aljezur. Todas estas paragens acabaram por retirar um pouco o ritmo e custar-me um pouco mais de cada vez que precisava de recomeçar.
Com o passar dos kms houve ainda umas 3 desistências e tiveram de passar ao veículo de apoio. Ainda assim, os restantes mantiveram-se unidos até São Teotónio. Aí houve separação de alguns elementos e seguimos apenas 6 juntos até à Carrapateira onde a famosa subida fez das suas!... Começando por mim, que nos primeiros 200 metros comecei a sentir uma dor no gémeo esquerdo que ameaçava prender com uma cãibra. Tive de diminuir um pouco o ritmo até cerca de metade da subida, onde a partir daí comecei novamente a sentir-me bem e voltei ao andamento anterior. Como consequência disso, tive de prosseguir sozinho durante os últimos 25 kms que me levaram até ao centro de Sagres.
Assim, chegado a Sagres um pouquinho antes das 18h, tinha qualquer coisa como 200,11 kms. Com um total de 8h 22m 15s a andar a uma média de cerca de 24 kms/h, mas para um total de 10h e 10m depois da saída de Tróia. Ora, é por isso que acho que mais de 1h 45m no total de paragens é demasiado tempo perdido, com as consequentes dificuldades em retomar ritmo.
E pronto, desculpem lá mais uma vez estes meus longos relatos, mas já sabem que não consigo abreviar muito a coisa! rsrsrs
JP"
2010-10-13
2010-10-11
24 H Monsanto 2010 - Jamor 18 e 19 de Setembro - Resultados
Já vai quase há um mês e o silêncio é de estranhar, mas os Just4funners vieram um pouco desanimados desta prova.
O desânimo não se deve às classificações obtidas, que foram meritórias e em alguns casos muito relevantes, mas sim à envolvente da prova e à organização que deixou um certo "amargo de boca" e mesmo algumas dúvidas quanto a um eventual regresso no próximo ano.
Pode ser que ainda haja coragem para tecer considerações mais detalhadas que justifiquem a "azia", embora o "apetite" seja pouco para escrever sobre o evento. Aliás, "apetite" no sentido estrito do termo até houve, mas não foi possível saciá-lo porque o convívio final que sempre coroou as nossas participações não aconteceu por imposição da organização.
Ora a barriga vazia, além de fazer mal ao estômago, pode toldar o raciocínio e para não engrossar o coro de críticas fáceis às diversas falhas da organização (bem mais graves que a simples proibição da churrascada, obviamente) é preferível deixar assentar a poeira antes de escrevinhar mais linhas...
Para já e para memória futura ficam aqui as classificações.
Solo Masculinos:
25º SD - 17 voltas
32º PL - 15 voltas
35º DN - 14 voltas
58º NO - 10 voltas
79º AAF - 4 voltas
80º FF - 4 voltas
Classificaram-se 84 ciclistas e o primeiro fez 31 voltas
Solo Femininos
6ª TF - 2 voltas
Classificaram-se 6 ciclistas e a primeira fez 20 voltas
Equipas de Quatro Masculinas (RF, AF, TA e JB2)
29º Just4Fun - 27 voltas
Classificaram-se 51 equipas e a primeira fez 38 voltas
Nas 12 horas o JP registou o resultado mais relevante de todos
5º JP - 14 voltas
Classificaram-se 21 ciclistas e o primeiro fez 17 voltas
O desânimo não se deve às classificações obtidas, que foram meritórias e em alguns casos muito relevantes, mas sim à envolvente da prova e à organização que deixou um certo "amargo de boca" e mesmo algumas dúvidas quanto a um eventual regresso no próximo ano.
Pode ser que ainda haja coragem para tecer considerações mais detalhadas que justifiquem a "azia", embora o "apetite" seja pouco para escrever sobre o evento. Aliás, "apetite" no sentido estrito do termo até houve, mas não foi possível saciá-lo porque o convívio final que sempre coroou as nossas participações não aconteceu por imposição da organização.
Ora a barriga vazia, além de fazer mal ao estômago, pode toldar o raciocínio e para não engrossar o coro de críticas fáceis às diversas falhas da organização (bem mais graves que a simples proibição da churrascada, obviamente) é preferível deixar assentar a poeira antes de escrevinhar mais linhas...
Para já e para memória futura ficam aqui as classificações.
Solo Masculinos:
25º SD - 17 voltas
32º PL - 15 voltas
35º DN - 14 voltas
58º NO - 10 voltas
79º AAF - 4 voltas
80º FF - 4 voltas
Classificaram-se 84 ciclistas e o primeiro fez 31 voltas
Solo Femininos
6ª TF - 2 voltas
Classificaram-se 6 ciclistas e a primeira fez 20 voltas
Equipas de Quatro Masculinas (RF, AF, TA e JB2)
29º Just4Fun - 27 voltas
Classificaram-se 51 equipas e a primeira fez 38 voltas
Nas 12 horas o JP registou o resultado mais relevante de todos
5º JP - 14 voltas
Classificaram-se 21 ciclistas e o primeiro fez 17 voltas
PTOPEN-XCR - Classificações finais
Terminada a última prova do troféu, que decorreu em Manteigas e na qual não esteve presente nenhuma camisola da bicicleta sorridente, já há classificações finais.
O PL terminou em 21º de quarenta participantes que pontuaram, com um total de 14 pontos, tendo ficado a anos luz de distância do primeiro que fez 126 pontos. O menos pontuado teve 1 ponto.
Classificação final a meio da tabela, de acordo com as expectativas iniciais e portanto nada de novo por estas bandas.
Classificações em:
http://siim.pt/btt/ptopenxcr/?tipo=Solo&sexo=Masculino
Para o ano há mais. Pelo menos assim se espera e está prometido e o PL conta participar.
O PL terminou em 21º de quarenta participantes que pontuaram, com um total de 14 pontos, tendo ficado a anos luz de distância do primeiro que fez 126 pontos. O menos pontuado teve 1 ponto.
Classificação final a meio da tabela, de acordo com as expectativas iniciais e portanto nada de novo por estas bandas.
Classificações em:
http://siim.pt/btt/ptopenxcr/?tipo=Solo&sexo=Masculino
Para o ano há mais. Pelo menos assim se espera e está prometido e o PL conta participar.
2010-09-09
Ainda as 12H de Proença-a-Nova - Vídeo Teaser
Mais um excelente trabalho Vespa - Produções.
PTopen XCR 12h BTT - Proença-a-Nova from Vespa Produções on Vimeo.
PTopen XCR 12h BTT - Proença-a-Nova from Vespa Produções on Vimeo.
2010-08-30
24H BTT de Lisboa - Jamor, 18 e 19 de Setembro de 2010
Depois de algumas hesitações está em marcha a onda Just4Fun para as 24 H BTT (agora em Oeiras, na zona envolvente do Estádio Nacional).
É uma equipa de quatro elementos e seis a solo para a prova de 24 H e um elemento para as 12 H a solo.
Que comecem os preparativos da festa :-)
É uma equipa de quatro elementos e seis a solo para a prova de 24 H e um elemento para as 12 H a solo.
Que comecem os preparativos da festa :-)
2010-07-30
12 Horas de Proença-a-Nova - 24 de Julho de 2010
Relato da participação do PL:
"42ºC?...
Nah!...
O Polar deve estar com erro. De facto está calor, mas não pode ser tanto.
Bem… O briefing está a começar, vamos lá enfrentar o Sol.
Talvez tivesse sido aconselhável ter pedalado um bocadinho nos últimos dois meses. Talvez aguente… Afinal são só doze horas, quem não aguenta doze horas a pedalar não se mete nestas coisas e comparando com as provas de 24h em que entrei, uma de 12h é para tenrinhos.
Estes eram alguns dos pensamentos que me passavam pela cabeça um pouco antes das 12:00 e de começar o briefing em Proença-a-Nova das 12 horas BTT (terceira prova do troféu PTOPEN-XCR).
“… O percurso é muito duro e tem muitas subidas, mesmo quando se pensa que acabaram, aparece mais uma…”. Mau sinal este que nos era transmitido pelo Paulo da empresa Horizontes, que organiza o PTOPEN-XCR, mas se ele dizia que era assim o melhor era acreditar. Ele não nos costuma enganar.
Foi assim que, logo após a partida, me fui deixando ficar para trás, a um ritmo contido. A primeira volta ia também ser a de reconhecimento e com os avisos das subidas e de algumas descidas perigosas, mais valia começar com cautela.
A parte das subidas foi confirmada ainda no primeiro quilómetro de prova, mas rapidamente chegaram as correspondentes descidas. Algumas, no entanto, eram um pouco complicadas e não me permitiam descansar antes de enfrentar a subida seguinte, o que não augurava bom futuro.
Foi neste sobe e desce constante que finalizei a primeira volta, com alguma apreensão, já que fazer cinquenta minutos em dez quilómetros era um ritmo um pouco lento demais. O calor era muito e não ajudava. A quantidade enorme de singles com muita condução, eram muito divertidos, mas não ajudavam os… digamos… menos preparados (como eu), mas logo se veria como correriam as voltas seguintes.
Rapidamente verifiquei que teria que parar após a segunda volta para reabastecer de líquidos, o que era uma volta mais cedo do que tinha planeado, mas estava de facto a beber mais que o normal. Fiz a segunda volta lenta para poupar e reabasteci. Perdi-me duas vezes nesta volta, o que revela uma desconcentração pouco habitual e dava sinais que o discernimento estava abaixo do normal. Fisicamente estava a custar-me mais que o esperado, até porque só tinha feito 20 km, o que não era nada. Verifiquei o acumulado de subidas e estava quase com 600 m. OK, isto vai ser mesmo muito duro. Vamos ver até onde dá…
Arranquei para a terceira volta com espírito de poupança e tentando estabelecer uma meta pessoal alternativa, já que seria impossível fazer os 100km que tinha definido como meta para esta prova. Talvez assim conseguisse ficar nos 20 primeiros classificados e garantir um ponto, que seria mais difícil desta vez devido aos mais de trinta inscritos a solo. Apontei para os 80 km (oito voltas). A terceira terminou com maus sinais, já que em algumas subidas comecei a praticar empurra-bike. A quarta volta foi o descalabro. Tudo feito em avozinha e a pé em quase todas as subidas devido a cãibras. Moralmente foi um “murro no estômago”. Eram quatro da tarde, estava com quatro voltas (40 km) e nem o calor e as subidas podiam justificar o mau desempenho. Quando parei junto ao carro pensei seriamente em desistir logo ali, pois não ia estar mais oito horas a fazer voltas a pé e com cãibras. Apesar de tudo não entreguei o chip e tentei recompor-me. Comi, bebi muito e sentei-me. Acabei por adormecer e fui dormitando enquanto ia ouvindo reacções de outros participantes à minha volta. Um nem tinha ainda tirado a bicicleta do carro, outro tinha feito quatro voltas e ia desistir apesar de estar em 12º (eu estava em 15º na altura). Outro tinha feito duas voltas e tinha tido três furos. Não era só a mim que me estava a correr mal. Talvez haja possibilidade de evitar o descalabro completo.
Cerca das seis horas já recuperado moral e fisicamente (achava eu) preparei-me para regressar ao percurso para mais umas voltas. A sesta tinha-me custado quatro lugares e estava agora em 19º, com muita gente com o mesmo número de voltas que eu, ou com mais ou menos uma, pelo que tudo ainda era possível na batalha pelo último lugar pontuável.
A primeira volta após a pausa (quinta) correu-me muito bem e voltei a fazer cinquenta minutos. Apesar de ir a poupar, fiz a volta toda a pedalar, o que era bom sinal. Parei na meta para encher um bidão de água e saber se podia dar mais uma volta sem luzes, o que se confirmou. Parti para mais uma volta antes da paragem para descansar, abastecer e montar luzes, mas ainda no primeiro quilómetro voltaram as cãibras, agora mais fortes que antes. Estive a “um bocadinho assim” de voltar para trás e anular a volta, mas depois de parar uns minutos e avaliar a situação decidi completar a volta, nem que as subidas fossem quase todas a pé (como previa e veio a acontecer). Esta volta nunca mais acabava. O tempo estava agora mais fresco e, ou era alucinação, ou estava mesmo agradável para pedalar. Acho que era realidade mesmo. Corria uma brisa muito agradável e a temperatura e luz do fim de tarde estavam perfeitas. Foi uma pena que não pudesse apreciar estas condições. As partes a descer, no entanto, foram muito agradáveis (embora curtas para o meu “mau” estado). Parei várias vezes durante a volta e as subidas foram obviamente um martírio. Foi com um grande alívio que cheguei ao cimo da última subida antes da descida final de aproximação à meta. Era claro para mim que a minha prova ia terminar no fim desta volta e já nem a miragem do possível pontinho me servia de “cenoura” para continuar o sofrimento.
Após cortar a meta fui entregar o chip e despedir-me do Paulo. Trocámos umas breves palavras de despedida e parece que estava mesmo com aspecto de esgotado (segundo ele). Não fiquei para o fim da prova e respectiva festa e parti logo para casa para iniciar rapidamente a recuperação. Estava então no 17º lugar, mas faltando ainda quase quatro horas de prova seria de esperar uma grande queda na classificação final. Logo se veria o tamanho da queda, porque subir era impossível. Devido ao estado de esgotamento em que me encontrava, nem a pé conseguiria dar mais uma volta.
Foi com alguma surpresa que constatei na segunda-feira que a queda não tinha sido tão grande como poderia supor, dado que fiquei em vigésimo lugar, garantido o tal pontinho que serviu de motivação na minha última volta e cuja miragem me impediu de voltar para trás quando as cãibras atacaram em força.
Desta prova podem-se tirar várias conclusões. A primeira é que sou mesmo tenrinho e nem uma prova de 12 horas aguento neste momento. A segunda é que convém treinar um bocadinho se queremos participar nestas provas. A terceira é que os quilómetros acumulados no ano anterior não duram para sempre e se nas duas primeiras provas consegui disfarçar a minha forma miserável, desta vez foi indisfarçável. A quarta é que confirmei, como se isso fosse ainda necessário, que provas organizadas pelo Paulo e pela Horizontes são um mimo e é com muita pena que não vou poder participar na próxima (em Manteigas), devido a outros compromissos. Na verdade é com pena, mas também com algum alívio, porque se a minha preparação não melhora ainda acabo a dar apenas uma volta e… em Manteigas, não estou a ver muitas zonas planas ;-) . A quinta é que há alturas em que temos que esquecer a teimosia e deixar a razão decidir o que é melhor para nós, que somos uns turistas nestas provas, e que por vezes estamos nitidamente impreparados para o desafio que pretendemos enfrentar, como foi o caso. A sexta é que há provas de 12 horas mais duras que provas de 24 horas, mesmo considerando eventuais diferenças de preparação pessoal. A sétima é que tenho que voltar a Proença para me desforrar. A última memória que tinha era de umas 24 horas em equipa de quatro que me tinha corrido bem (para o meu nível) e não quero que essa memória seja apagada por uma participação menos positiva nestas 12h.
Agora vou ter de arranjar maneira de treinar mais um bocadinho, porque começo a não ter desculpas para incluir nos relatos das minhas participações e ou paro de participar ou paro com as lamúrias.
Bem… fico por aqui que amanhã tenho que ir pedalar e já passa da meia-noite ;-)
PL"
"42ºC?...
Nah!...
O Polar deve estar com erro. De facto está calor, mas não pode ser tanto.
Bem… O briefing está a começar, vamos lá enfrentar o Sol.
Talvez tivesse sido aconselhável ter pedalado um bocadinho nos últimos dois meses. Talvez aguente… Afinal são só doze horas, quem não aguenta doze horas a pedalar não se mete nestas coisas e comparando com as provas de 24h em que entrei, uma de 12h é para tenrinhos.
Estes eram alguns dos pensamentos que me passavam pela cabeça um pouco antes das 12:00 e de começar o briefing em Proença-a-Nova das 12 horas BTT (terceira prova do troféu PTOPEN-XCR).
“… O percurso é muito duro e tem muitas subidas, mesmo quando se pensa que acabaram, aparece mais uma…”. Mau sinal este que nos era transmitido pelo Paulo da empresa Horizontes, que organiza o PTOPEN-XCR, mas se ele dizia que era assim o melhor era acreditar. Ele não nos costuma enganar.
Foi assim que, logo após a partida, me fui deixando ficar para trás, a um ritmo contido. A primeira volta ia também ser a de reconhecimento e com os avisos das subidas e de algumas descidas perigosas, mais valia começar com cautela.
A parte das subidas foi confirmada ainda no primeiro quilómetro de prova, mas rapidamente chegaram as correspondentes descidas. Algumas, no entanto, eram um pouco complicadas e não me permitiam descansar antes de enfrentar a subida seguinte, o que não augurava bom futuro.
Foi neste sobe e desce constante que finalizei a primeira volta, com alguma apreensão, já que fazer cinquenta minutos em dez quilómetros era um ritmo um pouco lento demais. O calor era muito e não ajudava. A quantidade enorme de singles com muita condução, eram muito divertidos, mas não ajudavam os… digamos… menos preparados (como eu), mas logo se veria como correriam as voltas seguintes.
Rapidamente verifiquei que teria que parar após a segunda volta para reabastecer de líquidos, o que era uma volta mais cedo do que tinha planeado, mas estava de facto a beber mais que o normal. Fiz a segunda volta lenta para poupar e reabasteci. Perdi-me duas vezes nesta volta, o que revela uma desconcentração pouco habitual e dava sinais que o discernimento estava abaixo do normal. Fisicamente estava a custar-me mais que o esperado, até porque só tinha feito 20 km, o que não era nada. Verifiquei o acumulado de subidas e estava quase com 600 m. OK, isto vai ser mesmo muito duro. Vamos ver até onde dá…
Arranquei para a terceira volta com espírito de poupança e tentando estabelecer uma meta pessoal alternativa, já que seria impossível fazer os 100km que tinha definido como meta para esta prova. Talvez assim conseguisse ficar nos 20 primeiros classificados e garantir um ponto, que seria mais difícil desta vez devido aos mais de trinta inscritos a solo. Apontei para os 80 km (oito voltas). A terceira terminou com maus sinais, já que em algumas subidas comecei a praticar empurra-bike. A quarta volta foi o descalabro. Tudo feito em avozinha e a pé em quase todas as subidas devido a cãibras. Moralmente foi um “murro no estômago”. Eram quatro da tarde, estava com quatro voltas (40 km) e nem o calor e as subidas podiam justificar o mau desempenho. Quando parei junto ao carro pensei seriamente em desistir logo ali, pois não ia estar mais oito horas a fazer voltas a pé e com cãibras. Apesar de tudo não entreguei o chip e tentei recompor-me. Comi, bebi muito e sentei-me. Acabei por adormecer e fui dormitando enquanto ia ouvindo reacções de outros participantes à minha volta. Um nem tinha ainda tirado a bicicleta do carro, outro tinha feito quatro voltas e ia desistir apesar de estar em 12º (eu estava em 15º na altura). Outro tinha feito duas voltas e tinha tido três furos. Não era só a mim que me estava a correr mal. Talvez haja possibilidade de evitar o descalabro completo.
Cerca das seis horas já recuperado moral e fisicamente (achava eu) preparei-me para regressar ao percurso para mais umas voltas. A sesta tinha-me custado quatro lugares e estava agora em 19º, com muita gente com o mesmo número de voltas que eu, ou com mais ou menos uma, pelo que tudo ainda era possível na batalha pelo último lugar pontuável.
A primeira volta após a pausa (quinta) correu-me muito bem e voltei a fazer cinquenta minutos. Apesar de ir a poupar, fiz a volta toda a pedalar, o que era bom sinal. Parei na meta para encher um bidão de água e saber se podia dar mais uma volta sem luzes, o que se confirmou. Parti para mais uma volta antes da paragem para descansar, abastecer e montar luzes, mas ainda no primeiro quilómetro voltaram as cãibras, agora mais fortes que antes. Estive a “um bocadinho assim” de voltar para trás e anular a volta, mas depois de parar uns minutos e avaliar a situação decidi completar a volta, nem que as subidas fossem quase todas a pé (como previa e veio a acontecer). Esta volta nunca mais acabava. O tempo estava agora mais fresco e, ou era alucinação, ou estava mesmo agradável para pedalar. Acho que era realidade mesmo. Corria uma brisa muito agradável e a temperatura e luz do fim de tarde estavam perfeitas. Foi uma pena que não pudesse apreciar estas condições. As partes a descer, no entanto, foram muito agradáveis (embora curtas para o meu “mau” estado). Parei várias vezes durante a volta e as subidas foram obviamente um martírio. Foi com um grande alívio que cheguei ao cimo da última subida antes da descida final de aproximação à meta. Era claro para mim que a minha prova ia terminar no fim desta volta e já nem a miragem do possível pontinho me servia de “cenoura” para continuar o sofrimento.
Após cortar a meta fui entregar o chip e despedir-me do Paulo. Trocámos umas breves palavras de despedida e parece que estava mesmo com aspecto de esgotado (segundo ele). Não fiquei para o fim da prova e respectiva festa e parti logo para casa para iniciar rapidamente a recuperação. Estava então no 17º lugar, mas faltando ainda quase quatro horas de prova seria de esperar uma grande queda na classificação final. Logo se veria o tamanho da queda, porque subir era impossível. Devido ao estado de esgotamento em que me encontrava, nem a pé conseguiria dar mais uma volta.
Foi com alguma surpresa que constatei na segunda-feira que a queda não tinha sido tão grande como poderia supor, dado que fiquei em vigésimo lugar, garantido o tal pontinho que serviu de motivação na minha última volta e cuja miragem me impediu de voltar para trás quando as cãibras atacaram em força.
Desta prova podem-se tirar várias conclusões. A primeira é que sou mesmo tenrinho e nem uma prova de 12 horas aguento neste momento. A segunda é que convém treinar um bocadinho se queremos participar nestas provas. A terceira é que os quilómetros acumulados no ano anterior não duram para sempre e se nas duas primeiras provas consegui disfarçar a minha forma miserável, desta vez foi indisfarçável. A quarta é que confirmei, como se isso fosse ainda necessário, que provas organizadas pelo Paulo e pela Horizontes são um mimo e é com muita pena que não vou poder participar na próxima (em Manteigas), devido a outros compromissos. Na verdade é com pena, mas também com algum alívio, porque se a minha preparação não melhora ainda acabo a dar apenas uma volta e… em Manteigas, não estou a ver muitas zonas planas ;-) . A quinta é que há alturas em que temos que esquecer a teimosia e deixar a razão decidir o que é melhor para nós, que somos uns turistas nestas provas, e que por vezes estamos nitidamente impreparados para o desafio que pretendemos enfrentar, como foi o caso. A sexta é que há provas de 12 horas mais duras que provas de 24 horas, mesmo considerando eventuais diferenças de preparação pessoal. A sétima é que tenho que voltar a Proença para me desforrar. A última memória que tinha era de umas 24 horas em equipa de quatro que me tinha corrido bem (para o meu nível) e não quero que essa memória seja apagada por uma participação menos positiva nestas 12h.
Agora vou ter de arranjar maneira de treinar mais um bocadinho, porque começo a não ter desculpas para incluir nos relatos das minhas participações e ou paro de participar ou paro com as lamúrias.
Bem… fico por aqui que amanhã tenho que ir pedalar e já passa da meia-noite ;-)
PL"
2010-06-16
Video das 24H de Castelo Branco
Um vídeo que vale a pena ver e não é por nele aperecerem fugazmente as camisolas das bicicletas sorridentes.
PTopen XCR 24h BTT - Castelo Branco from Vespa Produções on Vimeo.
O PL baldou-se aos comentários detalhados, mas fica este vídeo, que é bem melhor e as imagens dispensam mais palavras.
PTopen XCR 24h BTT - Castelo Branco from Vespa Produções on Vimeo.
O PL baldou-se aos comentários detalhados, mas fica este vídeo, que é bem melhor e as imagens dispensam mais palavras.
2010-06-09
Fotos "oficiais"
Estava prometido e aproveitámos a reportagem sobre os Just4Fun para tentar obter qualquer coisa que se parecesse com uma foto do grupo.
Não foi possível reunir todos, mas ainda assim estava a maioria.
Ficam em baixo duas das muitas tentativas que fizemos. Agora escolham a que preferem...
A clássica do tipo "casamento":
ou a do tipo "granel" (bastante mais realista, natural e just4fun):
Não foi possível reunir todos, mas ainda assim estava a maioria.
Ficam em baixo duas das muitas tentativas que fizemos. Agora escolham a que preferem...
A clássica do tipo "casamento":
ou a do tipo "granel" (bastante mais realista, natural e just4fun):
5 minutos de fama - 5 de Junho de 2010
E foi assim...
Tão depressa como chegaram assim se esfumaram os cinco minutos que os Just4Fun ocuparam no décimo programa dos Jogos do Centenário que passou na RTP2 no passado sábado pela hora de almoço.
Apesar do pouco tempo, não há dúvida que as grandes estrelas da emissão foram os que envergavam camisolas da bicicleta sorridente. No mesmo programa os autores dedicaram algum tempo de emissão a um tal Sr. Carlos Lopes, que ninguém sabia quem era até ter aparecido no mesmo programa que os Just4Fun... Cof cof!... ;-).
Os "artistas" eram de qualidade, mas não há dúvida que o trabalho final ficou com um nível muito elevado :-)
Para já o programa está gravado em meos e dvd's por esse Portugal fora. Quem sabe se um dia destes não aparece num local de maior visibilidade...
A dificuldade agora vai ser a gestão das agendas, devido aos inúmeros convites para eventos mediáticos ;-)
Para os mais cépticos ficam algumas fotos da captação de imagens...
Tão depressa como chegaram assim se esfumaram os cinco minutos que os Just4Fun ocuparam no décimo programa dos Jogos do Centenário que passou na RTP2 no passado sábado pela hora de almoço.
Apesar do pouco tempo, não há dúvida que as grandes estrelas da emissão foram os que envergavam camisolas da bicicleta sorridente. No mesmo programa os autores dedicaram algum tempo de emissão a um tal Sr. Carlos Lopes, que ninguém sabia quem era até ter aparecido no mesmo programa que os Just4Fun... Cof cof!... ;-).
Os "artistas" eram de qualidade, mas não há dúvida que o trabalho final ficou com um nível muito elevado :-)
Para já o programa está gravado em meos e dvd's por esse Portugal fora. Quem sabe se um dia destes não aparece num local de maior visibilidade...
A dificuldade agora vai ser a gestão das agendas, devido aos inúmeros convites para eventos mediáticos ;-)
Para os mais cépticos ficam algumas fotos da captação de imagens...
2010-06-02
Elvas - A desforra - 29 de Maio de 2010
Relato do TA:
"Outra prova que tinha ficado por concluir no ano passado. Esta seria a minha desforra! Tal como no ano passado decidi acampar em Elvas, não sem antes fazer um pequeno desvio por Benavente para dar um grande beijo na minha pequena Inês que já não via há uma semana. A viagem até lá foi bastante rápida e às 23h estava a tenda montada, exactamente no mesmo sítio que há um ano :-). 7 EUR foi quanto custou a minha estadia com uma torre da igreja a tocar a cada 15 minutos e um despertador muito especial pelas 4 da manhã: as lágrimas não eram por causa de um passarinho cantando lindas cantigas mas duma passarada a fazer um chinfrineira de todo o tamanho. Há alturas em que tudo nos tira o sono… por isso aproveitei para me levantar mais cedo e às 7:30h já estava a sair do parque de campismo.
O empeno do ano passado tinha-me ficado atravessado e desta vez pretendia dar o máximo. Para quem não sabe, no ano passado dei conta que tinha perdido a chave do carro na 1ª zona de abastecimento. Falei com os elementos da organização, esperei pelas ‘motas-vassoura’ que me indicaram que iriam bater esses trilhos. Eu entretanto tive de fazer o restante percurso sozinho e simplesmente fui incapaz de fazer os últimos 3kms da prova, não conseguia sequer manter-me em pé. Felizmente já me tinham dado a notícia que tinham encontrado a chave. Foi um alívio!
Voltando a 2010, tomei o pequeno-almoço servido pela organização e verificou-se um pequeno revés: o meu dorsal estava impresso com o nome errado, iriam haver dois ‘Álvaro Moreno’ na prova. Garantiram-me que me mandariam um para casa com o nome corrigido.
Após um pequeno briefing em que nos foi indicado que iriam haver abastecimentos a cada 20km, os quase 300 participantes, grande parte deles ‘nuestros hermanos’, iriam dar uma volta de apresentação a Elvas para depois se fazerem à terra. O percurso era extremamente rápido, essencialmente estradão de seixos e gravilha e descidas alucinantes de granito. Cruzaram-se vistas igualmente sensacionais: uma antiga ponte de pedra com uma casa meia submersa também ela em pedra davam um excelente postal. Não admira que lá estivesse um par de tendas…
No primeiro abastecimento encontrei o mesmo elemento do staff que alertou a restante organização do ‘caso da chave’. Também se lembrava da cena e aproveitei para lhe agradecer o esforço. Foi também aqui que reparei que não estava a marcar a distância desde o km 16,82km, fruto de alguma pancada mais forte.
Os próximos 10km eram a subir mas continuaram a ser feitos a grande velocidade entre terrenos de cultivo, vinhas, por vezes passando pelo asfalto. Após alcançar o pico pelo km 36, o percurso era de novo feito com enormes descidas por vezes em pedra solta que obrigava a cuidados redobrados, outras sobre grandes blocos de pedra que serviam de trampolim e outras ainda feitas de capim cortado onde se ganhavam velocidades impressionantes. Rapidamente se chegou a uma pequena escola onde era servido o segundo abastecimento. O calor que desde cedo se sentia obrigava a repor líquidos constantemente e felizmente as ZAs apareciam sempre que o ‘combustível’ se esgotava.
A divisão dos percursos era feita pouco depois e até à sua reunião apenas me cruzei com dois atletas às voltas com furos. Os campos de cultivo continuavam a ser nossa companhia, entrando-se depois numa zona de pequenas albufeiras e caminhos de seixos que dificultavam a progressão. Após breves kms passava-se por uma zona arborizada num curto single-track. Continuava a percorrer rapidamente o percurso e só após o último abastecimento é que as forças se começaram a perder com subidas por entre vinhas com aquela terra escura, solta e quente. As descidas que encontrava não permitiam grandes acelerações pois tinham muitos seixos. Esta zona já a conhecia bem do ano passado e na última descida, enfiado num rego criado pelos rodados de um tractor quase estragava a pintura… felizmente os novos sapatos que levavam saíam com bastante facilidade dos pedais. Afinal, estava prometido que desta não iria cair… Depois desse susto entrei no asfalto que me iria levar até Elvas. À entrada do forte de Elvas encontrava-se o 4º e último Controlo, local onde tinha desistido o ano passado e quando me preparava para atacar o forte disseram-me que este ano estava só reservado para o percurso mais curto… Assim lancei-me para os derradeiros km que não tinha conseguido fazer com todas as forças, terminando a volta pouco depois das 13 horas.
Pontos Positivos: a Organização... já tinha ficado agradado no ano passado e este ano continuaram o bom trabalho com óptimas marcações (ia-me enganando em dois ou três sítios mas era porque a cabeça se punha a vaguear); o banho quente, estragam-nos com estes mimos e depois, quando o banho é frio, queixamo-nos; a comida; positivo é também, sem sequer o próprio saber e a julgar pela classificação, o ‘Álvaro Moreno’ é agora um Just4Fun; quem anda à chuva molha-se, quem anda pelos trilhos arrisca-se a malhar mas desta vez os sapatos novos deixaram-me terminar com a folha limpa. E com as pernas ainda em condições para ir correr no dia seguinte mas isso é outra história…
Pontos Negativos: Só se fosse porque não me deixaram conquistar o forte…
PS: Tenho uns belos manguitos vermelhos, oferta do sol de Elvas. Vendo pela melhor oferta.
Dados da prova:
Distância: 85km (a contar com cerca de 5km de prólogo)
Acumulado: 1340m
Tempo: 4h13m38s
Velocidade média: 20,11km/h
Velocidade máxima: 51,63km/h
Calorias: 2852 Kcal"




